Sobre o estacionamento do Morumbi

Projeto do estacionamento

Projeto do estacionamento

A obra do estacionamento na parte frontal do Morumbi é considerada fundamental para que o estádio seja escolhido para a Copa do Mundo de 2014. O projeto do número de vagas já variou entre 4,6 mil e 3,8 mil vagas. Mas o que se discute não é isso.

Para muita gente o estacionamento servirá apenas para o estádio. Quem defende o projeto do estacionamento entende que o local pode ser utilizado por quem vai pegar o Metrô. Mas, a estação estará a pouco mais de um quilômetro das vagas. Seria preciso ter um transporte gratuito entre a estação e o estacionamento.

Outro questionamento que se faz é que dificilmente o público que mora na região vai abrir mão de seu carro para andar de Metrô. Em tese isso está certo, o paulistano, principalmente o de classe mais alta, não é adepto de transportes coletivos (que também pecam pela qualidade). Porém, quem vai parar o carro lá, não necessariamente mora na região, pode ser de bairros próximos.

As pessoas dizem também que no caso do Morumbi passar a ter uma espécie de shopping, o número de vagas ainda sim será muito elevado. Por exemplo, no Shopping Morumbi, um dos maiores da capital, tem 3,6 mil vagas. O shopping do estádio seria certamente menor e com menos circulação de público. Mas também é preciso pensar no futuro. Hoje essas vagas podem ser em números elevados, em 10 ou 20 anos pode se tornar um estacionamento pequeno.

Outra confusão que está criada é sobre essa área ser doada ao São Paulo. Isso não é verdade. O terreno para a construção é da prefeitura e continuará sendo do poder público. No entanto, para arrumar recursos para viabilizar a obra, será feita uma concessão à iniciativa privada. O São Paulo fez  projeto e é possível que a CCR arque com as despesas de obra e explore o local por X anos.

Para a população da região (vale lembrar que a favela da Paraisopolis fica próximo ao estádio) será beneficiada com uma grande praça. Uma área de lazer para o dia a dia e sempre aberto ao público.

Um ponto positivo para está obra é que ela já está liberada na prefeitura. Há 40 anos. Isso mesmo, faz mais de 40 anos que uma obra deste tipo está prevista. Na verdade, o texto da lei assinada pelo prefeito Faria Lima em 1968 fala na expansão da Praça Roberto Gomes Pedrosa. E ele leva em consideração exatamente o espaço previsto no projeto.  Mais do que isso, desde aquela época, a área é considerada de utilidade pública e passível de desapropriação.

Confira as imagens abaixo:

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