De Congonhas ao Morumbi?

Monotrilho em Poços de Cladas-MG

Monotrilho em Poços de Caldas-MG

Você já se viu desembarcando no aeroporto de Congonhas, depois de uma viagem para outra cidade, e pegar um Metrô até o estádio do Morumbi para ver um jogo do Tricolor no final de uma noite? E depois disso voltar para sua casa em um transporte público de primeira-linha?

É um, sonho que pode se tornar realidade.  No mês passado, o governo do estado de São Paulo anunciou uma série de mudanças no plano das linhas do Metrô. Uma delas, em especial, tem muito a ver com o projeto do Morumbi. E não estou falando da Linha 4, onde terá uma estação próxima do estádio.

A linha em questão é a 17, que deram o nome de Ouro. Ela vai ligar as estações São Judas e Jabaquara ao aeroporto de Congonhas, em uma primeira etapa. Depois, a intenção é chegar até a estação Morumbi da CPTM. E em outro passo, já para 2013-14, o projeto prevê a ligação com a estação São Paulo-Morumbi, da Linha 4. Com isso, teremos uma estação na frente do estádio, junto ao estacionamento que será construído.

Os documentos preliminares já estão disponibilizados na internet para as empresas interessadas.

Mapa da Linha 17-Ouro, que vai ligar os metrôs São Judas e Jabaquara, passando por Congonhas até a estação São Paulo Morumbi

Mapa da Linha 17-Ouro, que vai ligar os metrôs São Judas e Jabaquara, passando por Congonhas até a estação São Paulo Morumbi

Para fazer com que esse projeto seja mais viável economicamente, ele será feito com monotrilhos, ou aerotrem (lembram do Levy Fidelix?). A idéia é que as vias elevadas que serão construídas façam parte da paisagem, sem afetar gravemente o visual da região.

Estranhamente, pouco foi falado sobre esse projeto da Linha 17. E, no meu ponto de vista, é uma das formas mais importantes para viabilizar o estacionamento na frente do estádio. Isso porque ninguém iria construir uma linha de monotrilho para ligar o estádio à Linha 4, seria um custo elevado para uma demanda muito baixa. Mas, com essa integração com o aeroporto de Congonhas, além de uma série de outros lugares com demandas, o edifício-garagem passaria a ser viável.

Essa obra seria importante também para a Copa do Mundo. Já que você possibilita que o turista venha não só pela Linha 4, mas como também da Linha 17 (quem sabe até mesmo direto do aeroporto de Congonhas). Além de ser um ganho muito grande para o São Paulo Futebol Clube, é também para a população da região, que não é só de ricos, como muitos imaginam.

Sobre os custos, tentei fazer uma pesquisa. Os resultados são contraditórios. Mas, o preço estimado por km é de R$ 100 milhões. O que faria a linha toda custar R$ 2,5 bilhões. Não sei dizer se esses valores são reais, já que encontrei em um site de um secretário de transportes do PT, criticando parte do projeto do Serra e do Kassab. Mas, fica muito mais barato do que o Metrô, apesar de fazer um traçado com algumas voltas por conta das limitações técnicas. Por outro lado, não precisa escavar túneis.

Isso ajudaria muito o projeto do Morumbi para receber o jogo de abertura da Copa do Mundo.

FASES:

1ª fase: Previsão de operação em 2010. Metrô-Linha 17 Ouro deve ser implantado entre a Estação São Judas, da Linha 1-Azul, do Metrô e o Aeroporto de Congonhas, num trecho de 3,7 km, com três estações.

2ª fase: Previsão de operação para 2012. Deverão ser implantados mais 5,8 km com mais sete estações, estendendo-se seu atendimento até a Estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda, da CPTM.

3ª fase: Previsão de operação para 2013. Deverão ser implantados mais 4,9 km e seis estações, entre a Estação Jabaquara, da Linha 1-Azul, e o encontro com o sistema já implantado na Av. Jornalista Roberto Marinho, logo após o cruzamento desta via com a Av. Washington Luís.

4ª fase: Previsão de operação para 2013. Deverão se construídos mais 10,4 km e 9 estações, estendendo-se a operação do Metrô-Linha 17 Ouro até a Estação São Paulo / Morumbi, da Linha 4-Amarela.

Exemplo do monotrilho na Av. Jabaquara

Exemplo do monotrilho na Av. Jabaquara

Quem quiser, clique aqui e veja um pouco mais sobre projeto.

PROJETO

Um dos projetos antigos que existem em São Paulo é a ligação do aeroporto de Congonhas à rede do Metrô. Diversos projetos foram feitos e, agora, a proposta é usar as estações São Judas e Jabaquara como meio de ligação. A escolha dessas estações se dá por conta das facilidades oferecidas para implantação ao longo das avenidas Jabaquara, dos Bandeirantes e Washington Luís

Para a segunda fase de implantação do sistema, optou-se pela extensão desse serviço até a Estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda, da CPTM. A idéia é aumentar a acessibilidade ao aeroporto e de garantir sua integração também com o sistema ferroviário.

Uma terceira fase, também para aumentar o acesso ao aeroporto e captar um maior volume de passageiros para o Metrô-Linha 17 Ouro, será implantada um segundo serviço operando entre as Estações Jabaquara, do Metrô, e Morumbi, da CPTM. O traçado alavanca-se no aproveitamento de espaços reservados à extensão da Av. Jornalista Roberto Marinho até a Rodovia dos Imigrantes, conforme projeto já existente da Prefeitura do Município de São Paulo

Em uma quarta fase, está previsto a extensão da Linha 17 Ouro até a Linha 4- Amarela, do Metrô, passando pelo bairro de Paraisópolis e pelo Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi) e completando, assim, as fases previstas para a implantação desse sistema.

No caso da extensão até a linha 4, o projeto segue os  eixos do prolongamento da Av. Dr. Chucri Zaidan e da Via Perimetral, cujos projetos ainda estão em desenvolvimento pela prefeitura, o que pode implicar em alterações no projeto desenvolvido para esta quarta fase.

Portanto, em 2014 a Ligação do Aeroporto de Congonhas à Rede Metro-ferroviária terá 24,8 km de extensão e vinte e cinco estações, e deverá oferecer dois serviços: um a partir da Estação São Judas, e outro, a partir da Estação Jabaquara, ambos prosseguindo até a Estação São Paulo- Morumbi, da Linha 4-Amarela. Esses serviços deverão compartilhar as mesmas vias e estações

Para reduzir os custos de implantação sem comprometer a segurança e a confiabilidade do sistema, o Metrô-Linha 17 Ouro deverá ser construído em elevado, e, portanto, torna-se conveniente que seu traçado tenha como suporte vias largas, de seção transversal superior a 50 m (incluindo-se as calçadas e recuos). Nessa situação, as interferências com as edificações e atividades lindeiras são mínimas. Em áreas mais restritivas, deve-se avaliar a situação de convivência das atividades lindeiras com a implantação e operação do sistema, e a necessidade de ações mitigadoras dos impactos negativos.

No projeto do traçado em perfil deve-se contemplar aspectos estéticos, definindo-se para cada trecho uma altura ideal para o elevado, de modo a reduzir o efeito sombra e a intrusão visual, e que evite sua utilização como abrigo por moradores de rua. Em segmentos onde os ruídos sejam mais notados e incômodos, o elevado deverá ser protegido com invólucro ou barreira acústica (refletora de som) de forma a mitigar a propagação do ruído.

A inserção do sistema no meio urbano não deve inviabilizar a execução de outros projetos previstos ao longo do traçado. Portanto, deve-se considerar todos os planos e projetos existentes e que possam interferir com o projeto do Metrô-Linha 17 Ouro, a exemplo dos viadutos e passarelas previstos sobre o leito da Avenida Jornalista Roberto Marinho, que objetivam transformá-la em uma via expressa.

Para a inserção dos pilares do elevado no eixo das avenidas, considerou-se como necessária uma largura mínima de 2,50 m nos canteiros centrais, resultado da soma do diâmetro do pilar (1,50 m) e do espaço necessário para implantação de muretas de proteção contra colisões dos veículos. Portanto, nas avenidas com canteiros mais estreitos, será necessário intervenções na via.

Para a passagem do tráfego de veículos sob as estrutura projetadas (elevados, passarelas e mezaninos das estações), adotou-se um gabarito mínimo de 5,50 m para vias arteriais e de 6,20 m para as vias expressas ou com potencial para o trânsito de cargas especiais, como as avenidas dos Bandeirantes e Jornalista Roberto Marinho.

Os viadutos, passarelas, estações e demais obras deverão ser o menos impactantes com o ambiente em que estarão inseridos.
TECNOLOGIA

A ligação entre o Aeroporto de Congonhas com à rede metro-ferroviária, de acordo com o estudo, deve ser realizada por um sistema de média capacidade movido a energia limpa e renovável e que cause menor impacto no meio ambiente, seja em termos de ruídos, sombras, obstrução visual ou emissão de poluentes.

Neste estudo, considerou-se que a ligação do Aeroporto de Congonhas à rede metro-ferroviária

Adotou-se como básicas as seguintes premissas:

• Equilíbrio econômico-financeiro do empreendimento;

• A capacidade de transporte exigida no projeto, em regime normal de operação, deverá ser de

20.000 passageiros por hora e por sentido, em todos os trechos e em todas as fases de implantação. Embora os trechos não devam operar nesta capacidade (exceto no trecho em que os serviços se sobrepõem) estes poderão vir a operar nesta capacidade, caso algum deles tenha algum problema no tráfego de trens;

• A menor unidade operacional de trens (TUE) deverá ter dois carros, no mínimo, e capacidade mínima de 180 passageiros, sendo que, no mínimo, 20 deverão ser transportados em sentados, considerando-se o Nível de Conforto de 6 passageiros / m2;

• Os trens deverão ter ar condicionado e engates automáticos e, na configuração final, capacidade para transportar 540 passageiros, no mínimo. Destes passageiros, pelo menos 60 deverão ser transportados sentados considerando-se o Nível de Conforto de 6 passageiros / m2;

• A Velocidade Média deverá ser superior a 35km/h;

• A Velocidade Operacional máxima deverá ser de 90km/h;

• O intervalo máximo programado entre dois trens, em qualquer dia ou horário, não poderá exceder a 5 minutos;

• O comprimento da plataforma das estações deverá situar-se no intervalo de 60 m a 75 m e ser compatível com o comprimento dos trens na configuração final da linha, com todas as fases implantadas;

• A operação deverá ser UTO – Unattended Train Operation (sem “motorista”);

• Os viadutos, passarelas, estações e demais obras deverão ser o menos impactantes com o ambiente em que estarão inseridos;

DEMANDA ESTIMADA
Os estudos de demanda para a linha do Metrô-Linha 17 Ouro foram simulados para quatro horizontes, considerando as fases definidas para operação do sistema:

• Fase 1 – (horizonte 2.011), de São Judas ao Aeroporto de Congonhas;

• Fase 2 – (horizonte 2.012), prolongamento do serviço do Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi, da CPTM;

• Fase 3 – (horizonte 2013), implantação de um segundo serviço entre a Estação Jabaquara e a Estação Morumbi, da CPTM;

• Fase 4 – (horizonte 2014), prolongamento dos serviços até a Estação São Paulo / Morumbi, da Linha 4-Amarela, do Metrô.

Estima-se que em 2011 deverão ser transportados cerca de 18,5 mil passageiros por dia e, em 2012, cerca de 39,4 mil passageiros por dia, com o Metrô-Linha 17 Ouro operando entre São Judas e Congonhas e São Judas e a Estação Morumbi, da CPTM, respectivamente.

Já em 2.013, com a operação dos dois serviços simultaneamente, estima-se que serão transportados diariamente cerca de 88,7 mil passageiros.

Com a conclusão das obras e operação do Metrô-Linha 17 Ouro até a Estação São Paulo / Morumbi, do Metrô (Linha 4-Amarela), esse sistema deverá transportar entre 150 mil e 200 mil passageiros por dia, dependendo da alternativa de traçado considerada.

A seguir, são apresentadas as Tabelas de 3.1 a 3.6, com a demanda estimada para as fases 1, 2, 3 e 4, correspondentes aos horizontes 2011, 2012, 2013 e 2014.

tabela31

tabela32

tabela33

tabela34

tabela35

tabela36

Estação Padrão

estacaopadrao

A estação padrão estudada situa-se em elevado e apresenta plataformas laterais com 4 m de largura e 75 m de comprimento, atendendo à dimensão da composição máxima prevista para o sistema. Este comprimento deverá ser adequado ao comprimento real da composição adotada, conforme a tecnologia escolhida, e deverá situar-se entre 60 m a 75 m.

O mezanino situa-se a 7,20 m acima do nível da rua, de modo a garantir um gabarito viário mínimo para o tráfego de cargas especiais (6,20 m) e sua estrutura (1,0 m). As plataformas encontram-se a cerca de 13,80 m acima do logradouro. Nesta situação, considerou-se um pé direito mínimo de 3,5 m para o mezanino mais os espaços necessários às sustentação das plataformas.

O mezanino tem cerca de 57 m de comprimento por 15 m de largura, incluindo áreas pagas e não pagas, salas técnicas (operacional e de apoio ao usuário), bilheterias e sanitários.

Além das escadas fixas, as estações dispõem de escadas rolantes e elevadores e de um sistema de portas automáticas em toda a extensão da plataforma. A estrutura da estação é independente da estrutura da via permanente.

Estação Estádio

Essa estação está localizada sobre o eixo da Avenida Jorge João Saad, ao norte da Praça Roberto Gomes Pedrosa. Sua posição foi definida em função de uma intervenção prevista no entorno da praça, que prevê a construção de um estacionamento para aproximadamente 3.000
veículos.
Tal edificação, conforme estudo preliminar apresentado pelo São Paulo Futebol Clube, projeta-se sobre a avenida, interligando as Ruas João da Cruz Melão e Washington Assad Abdala, criando uma praça suspensa sobre todo a construção. Nesta nova praça, no eixo da Avenida Jorge João Saad será implantado o mezanino da estação, com plataformas em nível superior.
Os acessos ao mezanino se darão pela própria praça, além de uma conexão com o estádio prevista através de passarela.

A implantação dessa estação busca integrar o Metrô-Linha 17 Ouro aos equipamentos

urbanos de grande porte do entorno: o estádio Cícero Pompeu de Toledo e o próprio edifício garagem, que podem gerar significativas demandas de usuários para o sistema.

Clique aqui e baixe o projeto completo em PDF

7 Respostas

  1. Era o que faltava em todo o plano. Em termos de estrutura, a ligação com o aeroporto, e a questão do estacionamento eram os unicos pontos pendentes…

    Se um estacionamento nao der pra sair na SP-Morumbi mesmo, que seja nessa junção ai do “Aerotrem”, mesmo hehe.

    Mas o melhor de tudo é que isso aliviaria e muito o transito ali na zona sul, bandeirantes, washington luis hehe…

    • Sem duvidas. Você oferece a possibilidade de quem mora ali na região do estádio de ir até o shopping Morumbi sem pegar carro. Pode parar o carro no estacionamento do estádio, pegar o aerotrem e em pouco tempo está ali. Passando por alguns centros empresariais. Demanda tem. Agora vamos ver se sai do papel.

  2. olha…moro entre o aeroporto de congonhas e o jabaquara e isso iria ajudar muito na região. é esperar pra ver.

    abraços.

  3. O projeto e MUITO interessante. Não consegui encontrar na internet o “mapa da linha 17” para ver com detalhes qual deverá ser o traeto. Voce poderia indicar o link ?
    Abraços

  4. Boa tarde .gostaria de saber no caso tenho meu unico imovel no qual trabalhei grande parte da minha vida para construir tenho escritura tudo direitinho meu bairro e aqui na vila santa catarina se caso eu for desapropriado vou receber o valor de mercado de imovel no qual posso comprar outro igual ou parecido aqui mesmo no bairro ou ver receber o valor venal que e muito defasado que nao da pra comprar nenhuma barraca de camping

  5. PARABENS SR KASSAB E SENHOR SERRA PELO GRANDE PROJETO E A INICIATIVA PARA GRANDES OBRAS MORO NA VILA SANTA CATARINA ONDE VIRA O PROLONGAMENTO AV ROBERTO MARINHO A IMIGRANTES COMPREI MINHA CASA COM MUITO SACRIFICIO O VALOR IMOBILIARIO DE UMA CASA COMO A MINHA E DE 200 MIL REAIS GOSTARIA DE SABER SE RECEBEREI POR ESTE VALOR TB QUANDO VIER AS DESAPROPRIAÇOES OBRIGADO LUIZ CARLOS

  6. OLÁ, GOSTARIA DE SABER ONDE OBTER DADOS SOBRE A ESTAÇÃO DO METRO LINHA 4 AMARELA VILA SONIA, TERMINAL URBANO E TERMINAL INTERMUNICIPAL E INTERESTADUAL PROJETADO PARA A REGIÃO. GOSTARIA DE SABER TAMBÉM PORQUE A LINHA AMARELA NÃO PRESSEGUE EM SUPERFÍCIE ATÉ O TABOÃO DA SERRA, JÁ QUE HÁ POUCOS IMÓVEIS (CASAS E PRÉDIOS) A SEREM DESAPROPRIADOS, O RESTO É SÓ TERRENO. E MAIS, QUAL SERÁ O DESTINO DO MEGATATUZÃO, PROCUREI POR TODO O CANTO E NÃO ENCONTRO NADA FOI PROVIDENCIAL O SEU BLOG. AGUARDO POR UMA RESPOSTA FAVORÁVEL. “NÃO SOU SÃO PAULINA MAS FICO TORCENDO PELO BAIRRO”. OBRIGADO.

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