Investimento de São Paulo em transporte público

expressotiradentes

A matéria abaixo foi publicada pelo Diário do Comércio  de São Paulo e reproduzida no Portal da Copa. Ela mostra o grande esforço que está sendo feito pelo poder público paulista e paulistano com o objetivo de unificar o sistema de transporte público. Com tudo funcionando bem, fica claro que o trânsito melhora, já que muita gente passará a deixar o carro em casa e ir para o trabalho com transporte público.

O mais interessante do projeto de São Paulo que ele liga diversos sistemas distintos, que não passariam a concorrer entre si e sem se integrar. Estamos falando de metrô, trem, monotrilhos, BRTs, etc. Tudo interligado. Isso porque cada região tem realidades e necessidades bastante diferentes.

O sistema de BRT é uma espécie de corredor de ônibus, como funciona muito bem em Curitiba e também na Colômbia. O custo é bem mais baixo que o do metrô e fica pronto em menos tempo.

——–

De ônibus a monotrilho: melhoria no transporte urbano

Além de mais trens e metrôs, a melhoria da mobilidade nas cidades brasileiras para a Copa do Mundo, em 2014, vai incluir a construção de corredores de ônibus rápidos, os chamados BRTs (Bus Rapid Transit). Em São Paulo, o BRT foi aplicado nos trechos 1, 2 e 3 do Expresso Tiradentes, entre o Terminal Parque Dom Pedro e o Terminal Vila Prudente, e transporta 55 mil passageiros por dia. Há estudos para a implementação do modelo em Belo Horizonte e Recife, onde também haverá jogos.

Em São Paulo, o BRT está previsto no corredor Celso Garcia, que fará o percurso entre São Miguel Paulista, no extremo leste, e o Centro. O corredor terá 25 km de extensão, 70 pontos de parada e atenderá 450 mil passageiros/dia. O projeto está em fase de elaboração de edital de licitação e ainda não tem data para começar a ser construído.

A Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) construirá três corredores de ônibus até o fim de 2010, com investimento de cerca de R$ 450 milhões. Eles também serão importantes para a integração com a rede sobre trilhos durante a Copa de 2014. O primeiro a ser inaugurado, no primeiro semestre de 2010, ligará o Terminal Metropolitano de Diadema à avenida Roque Petroni Júnior, no Brooklin. O corredor, de 12 km, será exclusivo para trólebus e fará a integração com a estação de trem Morumbi, da CPTM.

O corredor também será integrado a um monotrilho que ligará a estação São Judas do Metrô até a estação Morumbi da CPTM, previsto para 2013. O primeiro trecho do monotrilho, entre a estação São Judas e o Aeroporto de Congonhas, será inaugurado até o fim de 2010. Outro corredor da EMTU, de 18,5 km, interligará o bairro Taboão, em Guarulhos, e a estação Tucuruvi do metrô, em São Paulo. Na terceira fase o corredor deve se estender até a Penha, na zona leste de São Paulo. Inicialmente previsto para conectar os municípios de Jandira e Itapevi,  até o fim de 2010, o terceiro corredor que será construído deverá chegar à estação Butantã, da linha 4-Amarela do Metrô.

Integração
Segundo o urbanista Jaime Lerner, o BRT é essencial para a integração com a rede sobre trilhos. Segundo ele, é necessário que os corredores não sejam apenas pistas exclusivas, com possibilidade de ultrapassagem. Para que sejam ágeis, a cobrança de passagem tem de ser feita na estação de embarque e não na roleta. A SPTrans e a EMTU estudam esse tipo de cobrança antecipada para os corredores em São Paulo.

“É uma forma de ‘metronizar’ o ônibus, para que eles se integrem com a rede sobre trilhos, sem serem concorrentes”, disse Lerner. Segundo ele, o BRT, em capacidade máxima, transporta 300 mil passageiros/dia e se aproxima da demanda do metrô, de mais de 400 mil passageiros/dia. O custo de construção de um quilômetro de metrô custa, em média, R$ 200 milhões, contra R$ 11 milhões/km de BRT. Para o engenheiro Wagner Colombini, que implementará sistemas BRT em seis cidades da África do Sul para a Copa de 2010, essa equação pesará na hora de o governo decidir como melhorar a mobilidade. “Não há dinheiro para construir rede sobre trilhos em todas as cidades. A maioria delas terá BRTs.”

Leia a Matéria

Uma resposta

  1. O Km do Mtrô custa 100 milhões segundo o Engenheiro Adriano q debateu no senado na comissão de transportes….hora se o Metrô pegar os Laudêmios dos antigos bondes da Light, terá uma fabulosa renda para subsidiar as obras e o transporte coletivo e o governo esqueceu qdo extingiu a Light q era a galinha dos ovos de ouro da Cia e ñ os Bondes, durma com Barulho desse….as imobiliárias agradecem o esquecimento pelo Governos Estaduais…onde o Lucro da Light era eletricidade e lucro Imobiliária, o bonde era para abrir novos bairros e ganhar com a especulação…..

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: