A polêmica dos fretados

onibus_fretado

Aqui em São Paulo, a segunda-feira promete ser um dia bastante agitado. Será o primeiro da proibição da circulação de ônibus fretado nas principais regiões da capital paulista. A idéia é organizar um pouco a bagunça. Apesar de tirar uma boa quantidade de carros das ruas todos os dias, o fato é que os fretados causam muita confusão.

Trabalhei na região da avenida Berrini em São Paulo. É um dos mais importantes centros empresariais da cidade. Sempre que se aproxima das 18 horas, a via é invadida por centenas de fretados. Eles param em lugares determinados, mas não são pontos oficiais. Isso ajuda a prejudicar um já caótico trânsito na região.

A idéia da prefeitura é bastante louvável. Ela promete uma série de novas linhas de ônibus para os principais centros empresariais. De certa forma ela está certa, já que o serviço de transporte público é uma concessão municipal (ou estadual, de acordo com o caso) para que empresas transportem passageiros. Os fretados chegam a ser uma concorrência desleal com o transporte público.

Para evitar que essas pessoas passem a vir de carro, pelo menos na região da Berrini, a prefeitura reduziu ainda mais as vagas de estacionamento nas ruas. Os estacionamentos privados aproveitaram a situação para aumentar os preços.

Só que é preciso fazer algumas ressalvas. Era mais fácil fazer uma regulamentação, como será feito, antes de sair com a proibição. Me parece mais do que justo que a prefeitura determine os locais onde os fretados podem fazer as paradas, afinal de contas, é assim que funciona com as linhas comuns. Eu preciso sempre andar um tanto entre o ponto que desço do ônibus até o local de trabalho. Em alguns casos, os fretados chegam a parar da frente de diversas empresas para embarques e desembarques.

Agora, a prefeitura precisa fazer o papel dela. Garantir mais ônibus, de qualidade. Por exemplo, já para segunda-feira, são esperados 25 mil novos usuários para as linhas do Metrô. Vamos esperar para ver.

No final das contas, tudo isso pode ter bons resultados. Colegas de trabalho que vinham sozinho de carro e moram próximos podem começar a pensar em carona. O aumento da demanda por transporte público vai incentivar novos investimentos no setor.

Vale a premissa: o interesse do coletivo prevalece sobre o interesse individual.

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