São Paulo usa internet para atualizar Morumbi-2014 – Lance – 30/8

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Essa matéria abaixo saiu no site do Globo, mas é da agência Lancepress. Ela ta um pouco confusa. E também porque chama a empresa GMP de PNG. De resto, tem de interessante novas informações. Principalmente sobre mudanças do projeto e que serão atualizadas para o Comitê Organizador Local.

Pelo visto, foi muito importante assinar com a GMP. Por mais competência e nome que tenha o Ruy Ohtake, o know-how de uma empresa internacional, especializada em arenas esportivas, ajuda muito. Nem que seja apenas para dizer que quem fez o projeto foi a badalada GMP.

Bom, segue a notícia:

São Paulo usa internet para atualizar Morumbi-2014

O São Paulo vai atualizar o projeto de reforma do Morumbi para a Copa do Mundo de 2014 na próxima sexta-feira. Para isso, usará a internet. O Comitê Organizador do evento possui um site para se comunicar e conferir as mudanças solicitadas às cidades-sede.

Na semana retrasada, no Rio de Janeiro, os membros da Fifa solicitaram ao clube alterações nas áreas de hospitalidade e trajetos de jornalistas, entre outras menores. O São Paulo assinou contrato com a PNG, empresa alemã responsável por quatro estádios utilizados na Copa de 2006, e três do próximo Mundial, na África do Sul.

Na última sexta-feira, os arquitetos, que prestarão consultoria ao Tricolor, apresentaram soluções que agradaram ao clube. Sobretudo porque, de acordo com dirigentes ligados ao projeto, tornaram as áreas mais atrativas a investimentos e patrocínios.

As mudanças sugeridas pela PNG serão postadas no site do Comitê e devem ser discutidas no próximo encontro entre representantes das candidaturas e integrantes da Fifa, em setembro.

Em relação à cobertura, o São Paulo ainda espera por novos projetos, dentro do modelo solicitado pelo clube: ela irá cobrir todo o público, e atrás do gol do portão principal, será maior, para possibilitar a realização de shows para 25 mil pessoas nas arquibancadas. O modelo foi visto pelo diretor de marketing, Adalberto Baptista, em viagem à Holanda.

Painel FC – 31/8 – Folha de S. Paulo

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O grande problema das colunas de bastidores, como já disse aqui, é que muitas vezes fica um “disse que não disse” e a gente nunca tem como saber o que de fato está acontecendo. Na edição desta segunda-feira da Folha, no Painel FC, fala sobre uma reclamação do comitê paulista da Copa sobre um eventual boicote ao Morumbi por parte do Comitê Organizador Local.

De fato, pelo noticiário que surge, às vezes se tem essa impressão. A nota segue dizendo que o COL nega essas acusações e que o São Paulo sabe que precisa ser feito no Morumbi. Bom, de fato sabe e tanto que já contratou a consultoria da GMP para ajudar. Será que agora essas coisas vão mudar?

Ferro e fogo

Gente da comissão paulista para a Copa-2014 diz que há boicote ao Morumbi, principalmente do Comitê Organizador Local. Avaliam ainda que o COL e a Fifa têm batido cabeça em relação ao que foi solicitado sobre a reforma do Morumbi. Contam que é comum o COL manifestar uma exigência e a Fifa pedir outra. Pessoas ligadas ao COL rebatem a acusação. Dizem que o São Paulo sabe o que deve ser feito faz tempo e que o clube tem de parar de achar que o Morumbi é perfeito e que não tem problemas para resolver.

Reforma do estádio do Morumbi para a Copa no Brasil começa – Época SP

Sem muito tempo… segue a matéria da Época SP desta semana

Reforma do estádio do Morumbi para a Copa no Brasil começa

Copa do Mundo no Brasil vai ocorrer em 2014, mas a celeuma em torno dos preparativos está a pleno vapor. O velho Morumbi entrou na disputa para ser o estádio oficial dos jogos na cidade e anunciou planos de reformas. O primeiro projeto, do arquiteto Ruy Ohtake, já sofreu alterações para se adequar às exigências da Fifa. O valor da reforma foi outro ponto questionado pela imprensa. “O Morumbi é privado e reserva-se o direito de não abrir certas informações”, diz Adalberto Baptista, diretor de marketing do São Paulo Futebol Clube, proprietário do estádio. Segundo o executivo, os custos totais previstos para a modernização são de R$ 250 milhões. 

Parcerias com empresas como Coca-ColaVolkswagenVisa já garantiram a verba para a primeira parte, como troca dos assentos, aumento da altura das fileiras inferiores em relação ao gramado e cobertura de toda a área térrea. Parte das arquibancadas virou espaço comercial. O estádio também vai transformar em estabelecimentos comerciais as arquibancadas do lado oposto à entrada. 

Baptista garante que essas mudanças já estavam nos planos de modernização do estádio e não têm relação direta com o Mundial. “A ideia é que o Morumbi se transforme em uma arena multiuso. A previsão é que, no fim deste ano, 8 mil pessoas passem diariamente por aqui.” 

O QUE MAIS MUDA

• A capacidade do projeto original era de 140 mil lugares. No atual, são 80 mil. Com a reforma, serão 68 mil. 

• Cobertura parcial do estádio, a exemplo do Ninho de Pássaro, da Olimpíada de 2008, em Pequim (ainda em estudo). Só essa cobertura custaria R$ 120 milhões. 

• Nova fachada 

• Piso de resina para o corredor em torno do estádio. 

• Memorabilia do SPFC nas paredes internas do entorno do estádio. 

• Cobertura transparente de toda a parte térrea. 

• A altura das fileiras inferiores será de 2,50m, que é uma exigência da Fifa. Atualmente, há nichos com 1,20m e 80cm. 

• Os assentos terão 50cm de eixo a eixo (de uma lateral à outra). 

• Os degraus entre as fileiras terão 90cm. Hoje têm 75cm.

Tá virando rotina…

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E mais uma vez surge um indício negativo sobre o Morumbi para 2014. E adivinha de onde vem essa “informação”? Sim, do jornal O Globo do Rio de Janeiro. E mais uma vez da coluna Panorama Esportivo.

A nota fala que a semana que começa é decisiva para as cidades-sedes. Comenta os prazos que precisam ser cumpridos e etc. Daí, na hora que fala da viabilidade dos projetos fala que o do Morumbi não convenceu. Fico pensando. Se o Morumbi, que é o mais rentável hoje no Brasil, não é viável, qual é?

Depois eles citam ainda preocupações com os projetos de Cuiabá e Manaus. Com o Rio, o problema seria na demora para definição de uma parceria. Mas dai pergunto… e o que a Folha falou essa semana? Brasília não tem clube para jogar no estádio novo. Na Bahia as equipes não querem a Fonte Nova. O mesmo acontece em Recife.

A nota ainda diz que o Morumbi pode ser vetado na reunião que vai acontecer no final de setembro no Rio. O curioso que pelo que foi noticiado até agora, o projeto do estádio em si já tinha sido resolvido. O problema estava na área do entorno… e que seria a exigência para a partida de abertura, que para as outras partidas da Copa (até uma semifinal) não seria problema.

Balanço de dois meses de blog

Neste sábado o blog completa dois meses de vida. No primeiro mês, falava satisfeito de quase quatro mil visualizações da página. Passados 30 dias, agora a soma é de quase 18 mil. Uma grande honra. Claro que os momentos de definição sobre as sedes, a entrevista com o Caio, etc. ajudaram muito nesse impulso.

Quero agradecer a todos e dizer que nos últimos dias as notícias deram uma diminuída e meu envolvimento em diversos projetos paralelos fez com que não pudesse ficar tanto tempo cuidando do blog.  Mas vamos seguindo. Sempre vou trazer novidades aqui.

Muito obrigado a todos.

Capital paulista investirá R$ 33,4 bi para 2014 – Terra – 28/8

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Só para constar. Essa matéria do Terra é sobre uma audiência que aconteceu na quinta-feira em Brasília. Para quem acompanha o blog, não tem nenhuma novidade.

Veja a matéria do Terra

Capital paulista investirá R$ 33,4 bi para Copa de 2014

Enquanto a maioria das cidades-sedes escolhidas pela Fifa para a realização da Copa de 2014 enfrenta dificuldades para deflagrar as obras de infraestrutura indispensáveis para acolher o Mundial de futebol do Brasil, a cidade de São Paulo já sabe quanto vai gastar para organizar o evento: R$ 33,4 bilhões.

A informação foi dada pelo coordenador da Copa do Mundo no Estado de São Paulo e presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho, durante audiência pública realizada nesta quinta-feira, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

“O montante de investimento anunciado seria realizado até 2020. Mas, por causa da Copa, o governo do Estado de São Paulo e a prefeitura da capital paulista resolveram antecipar os investimentos, que serão aplicados para solucionar o problema mais grave da cidade: o da mobilidade urbana”, afirmou, acrescentando que desse total, 4% será bancado pelo governo federal, 8% será oriundo da iniciativa privada e o restante (88%) do governo estadual e da prefeitura de São Paulo.

Caio afirmou que há muitos aspectos envolvidos em uma competição dessa magnitude fora do âmbito da construção e reformas de estádios. “Quando se pensa em Copa do Mundo, todo mundo pensa em estádios. Só que, além do estádio, o maior problema é da mobilidade urbana, transporte de massa. Depois vêm as vagas em hotéis, as preocupações ambientais. São Paulo é a cidade mais preparada para isso”, afirmou, embasando sua tese logo na sequência.

“Imagine que a Fifa exige que o país sede tenha pelo menos 40 mil leitos disponíveis. Só a cidade de São Paulo tem 42 mil, o mesmo número que Nova York. E acho que até 2014 teremos um aumento de cerca de 20% nesse número. Além do mais, quanto à demanda de assistência médica perto do estádio, temos ao lado do Morumbi não só o Albert Einstein, como o São Luiz, que atende a Fórmula 1 no circuito”, comentou.

O coordenador da Copa disse ainda estar preocupado com a demora do BNDES em definir as regras de acesso à linha de financiamento para a realização das obras de reforma e construção de estádio. Como o banco ainda não informou qual a documentação exigida para habilitação, garantias necessárias, taxas, prazo e carência, o projeto de reforma do estádio do Morumbi está parado na banco, para análise. Para atender as exigências da Fifa, o São Paulo já contratou a empresa alemã GMP, que está trabalhando nos projetos de estádios da Copa da África do Sul, para readequar o projeto original, que foi condenado.

Por causa dessa falta de definição por parte do BNDES, a Fifa teve que prorrogar para o dia 30 de setembro o prazo para a apresentação dos projetos executivos das obras de construção ou reforma dos estádios, fixado inicialmente para 31 de agosto. “Essa decisão foi motivada pela dificuldade das cidades-sede, cujos estádios são públicos, para ter acesso a recursos para a realização das obras, o que só não acontece em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo, cujos estádios pertencem aos clubes, respectivamente Internacional, Atlético Paranaense e São Paulo”, justificou.

Clubes rejeitam estádios da Copa-14 – Folha – 27/8

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Muitas vezes falei aqui no blog sobre a viabilidade dos estádios brasileiros em estados com pouca tradição no futebol. Por exemplo, em jogos da Copa do Brasil e de Campeonatos Brasileiros (competições oficiais da CBF), as equipes do Mato Grosso levaram cerca de 150 mil torcedores em nos últimos seis anos. Como será que um novo estádio pode se tornar viável, sendo que os maiores públicos foram de partidas contra Palmeiras e Fluminense?

Nesta quinta-feira, a Folha de S. Paulo traz uma matéria mais ou menos nessa linha. Na verdade a reportagem fala da dificuldade que os governos estaduais vão ter para conseguir um clube para assumir os estádios que serão construídos. E isso com dois estados tradicionais de nosso futebol: Bahia e Pernambuco. O tema é discutido também em Brasília.

Em Recife, por Santa Cruz, Náutico e Sport têm seus estádios e já não precisam pagar para jogar lá. Além disso, os clubes estão acostumados a transformar os campos em um alçapão para jogos decisivos.

Situação parecida acontece na Bahia. O Vitória tem o Barradão, que já dá lucro. O Bahia tem mandado seus jogos em Pituaçu e quer continuar lá. O governo quer forçar que os jogos sejam na Fonte Nova e até faz o edital prevendo 56 jogos ao ano no estádio que será reformado.

Em Brasília, os dois principais clubes já têm um local próprio para seus jogos. Lá também o público é baixo, sendo que os clássicos locais levam 10 mil pessoas. Jogos contra os grandes, somente em Copa do Brasil. Ou quando um dos grandes estiver na Segunda Divisão. Claro, há sempre a chance de um deles subir. Mas, a capacidade do estádio de Brasília é para 70 mil.

Outro grande absurdo. O estudo de projeção de demanda do estádio de Recife prevê receitas de até R$ 86 milhões ao ano com camarotes, cadeiras e pacote de jogos. Só para ter uma idéia, o São Paulo deve fazer com que o Morumbi gere receitas de R$ 20 milhões em 2009. Isso considerando camarotes, lojas e locações para shows e eventos.

Confira a matéria da Folha de S. Paulo

Clubes rejeitam estádios da Copa-14

Para fugir dos vexames de campos vazios e rombo nas contas, governos tentam convencer os times a abraçar projetos

Cartolas de Pernambuco, Bahia e Distrito Federal preferem seus “alçapões” a arenas que serão erguidas para Mundial

De um lado, governos estaduais contando com jogos de clubes nos estádios que serão erguidos para a Copa de 2014. Do outro, os clubes batendo o pé, alegando que é mais vantajoso continuar em suas arenas. No meio, o risco do surgimento de elefantes brancos país afora.

Já ocorre em pelo menos três sedes escolhidas para o Mundial: Brasília, Recife e Salvador.

As cidades nordestinas já lançaram cálculos prevendo que o retorno financeiro das obras só acontecerá se os clubes trocarem suas tradicionais casas pelas novas arenas.
Os planos dos governos deixariam em segundo plano sete estádios, com capacidade para cerca de 220 mil torcedores.

Pernambuco lançou consulta pública para a PPP (parceria público-privada) da sua arena, orçada em R$ 452 milhões.

No documento, o governo diz que uma das premissas “para o equilíbrio financeiro” do estádio será que “os três grandes clubes da capital do Estado [Náutico, Santa Cruz e Sport] deverão jogar seus melhores jogos na Arena, totalizando o número de 60 jogos por ano”.

“Não será missão do governo convencer os clubes a jogarem no estádio, e sim de quem ganhar a concessão”, diz Ricardo Leitão, secretário da Casa Civil do governo pernambucano.
Uma tarefa complicada.

“O Sport é contra. Como é que vou levar para lá meus 149 camarotes, 8.400 cadeiras, 11 mil sócios? Não vou jogar em um estádio que não seja nosso”, afirma Sílvio Guimarães, o presidente do clube rubro-negro.

“Se ganharmos só com a venda de ingressos, não vamos jogar lá. As pessoas vão ver as partidas pelo clube, não pelo estádio”, declara Maurício Cardoso, o presidente do Náutico.
Situação similar ocorre em Salvador. O edital da PPP para a reconstrução da Fonte Nova prevê 56 jogos de Bahia e Vitória em um ano. Cada clube faria metade das partidas. Em tese.

“É uma previsão para fechar a conta do estádio. Os jogos dos clubes são essenciais na operação”, afirma o secretário de Trabalho, Emprego e Cidadania da Bahia, Nilton Vasconcelos, que deixará a negociação a cargo da empresa vencedora.

Pelo edital, quanto menor for a lucratividade da Fonte Nova, maiores serão os desembolsos do Estado para o vencedor da licitação -a reforma está orçada em R$ 550 milhões.

Mas os clubes também pensam no bolso e rejeitam a possibilidade. O Vitória, por exemplo, tem o estádio Barradão, que é superavitário e pode receber 35 mil pagantes. “É um absurdo. Como um governo põe no edital que temos de jogar lá?”, afirma Jorge Sampaio, vice-presidente do Vitória.
O Bahia tem jogado no estádio do Pituaçu, que é do Estado. A intenção do governo é usá-lo para esportes amadores e induzir o clube a ir para a Fonte Nova. Mas a agremiação pretende obter a concessão do Pituaçu.

No Distrito Federal, o governo não incluirá na licitação nenhuma previsão de Gama e Brasiliense atuarem no reformado Mané Garrincha, que receberá 70 mil pessoas. Mesmo assim, já imagina dificuldades.

“O problema é que os clubes dizem que o Mané Garrincha é neutro e que seus estádios são caldeirões”, diz o secretário de Esportes, Aguinaldo de Jesus.

O Estado já bancou a reforma do Bezerrão (R$ 55 milhões), que ficou com o Gama. O Brasiliense atua na sua casa, a Boca do Jacaré, que deverá receber dinheiro público para ser CT na Copa. Os clássicos locais atraem cerca de 10 mil pessoas.

PERNAMBUCO PREVÊ QUE ARENA PODE FATURAR ATÉ R$ 86 MI/ANO

No estudo de projeção de demanda do estádio para 2014, Pernambuco estima que o campo pode render com camarotes, cadeiras e pacotes de jogos um valor muito acima do mercado brasileiro. Um dos estádios mais rentáveis do país, o Morumbi faturou R$ 8,9 milhões com camarotes em 2008.