Entrevista: Juvenal Juvênvio – Marcello Lima – 9/9

jj

marcellolima.wordpress.com

Na tarde desta terça-feira fiz uma entrevista exclusiva com o presidente do São Paulo Juvenal Juvêncio sobre a Copa do Mundo de 2014.

A conversa será apresentada na Radio Jovem Pan e na Internet pela Jovem Pan Online.

Juvenal Juvêncio rebateu as declarações do secretário geral da FIFA Jerome Valcke, de que o estádio do Morumbi não tem condições de  ser o estádio da cidade de São Paulo na Copa de 2014 por falta de espaço em seu entorno.

Afirmou que o governo federal, estadual e municipal apóia o Morumbi.

Mostrou um novo projeto para a cobertura do estádio  e seu entorno (que você confere na Jovem Pan online).

Acompanhe aqui no blog alguns trechos da entrevista (a matéria completa será exibida na Rádio e na Jovem Pan Online):

ML –  A declaração do secretario geral da FIFA, Jerome Valcke, praticamente veta o Morumbi para a Copa do Mundo, como o São Paulo recebeu a noticia?

JJ – Eu vi a declaração de que nenhum estádio tem condições hoje de receber a copa do Mundo. Isso com certeza, a Copa que se avizinha na África esta correndo atrás dos estádios, e a competição é em 2010!

Estamos falando de 2014! Ainda na semana passada estivemos juntos com o comitê organizador local e a CBF no Rio de Janeiro e disseram que nós precisamos fazer adequações.

Entregamos um documento mostrando às novas adequações exigidas, na sexta-feira.

Talvez ele não saiba desse documento.

No ano que vem acontece à inauguração do metrô  e o governo vai colocar em andamento o plano de mobilidade, onde vai atingir toda a logística de transporte.

Portanto nós temos a certeza  que vamos atender todas as exigências e a tranqüilidade do governo,da cidade e do estado, que seremos o palco da abertura da copa do mundo.

ML – A declaração do secretário geral da FIFA, não pode influenciar o comitê organizador  da Copa a tirar o Morumbi dos planos?

JJ – Há uma discrepância, uma discordância das declarações, mas estes fatos logo serão corrigidos.

O São Paulo esta trabalhando arduamente, galhardamente e chegará à frente dos demais estádios.

Fizemos um acordo com uma empresa alemã, que vai cobrir o estádio sem que seja afetada a estrutura.

Esta empresa trabalhou no estádio de Berlim e esta na Copa da África.

É claro que essas declarações não fazem bem, mas a aspereza do processo vai continuar até 2012 quando o estádio estiver pronto para a Copa das Confederações que será disputada em 2013.

ML – Jerome Valcke  deixou claro que não quer o Morumbi por não ter espaço em seu entorno. Mas este é um problema a ser resolvido pelo governo, como sair desta situação?

JJ –  O governo esta dando uma atenção especial a isso, veja este estudo(o presidente mostra a planta do novo projeto), muito verde, o estacionamento embaixo, em cima uma praça com 35 mil metros quadrados, a estrutura das unidades móveis de TV estarão aqui dentro, temos uma passarela até o estádio.

Isso é obra do poder publico. O governo do estado e a prefeitura vão trabalhar em conjunto e eles estão colocando claramente isso ao comitê executivo para execução desta infra estrutura.

Essa é uma polemica estabelecida, mas que a  verdade  restabelecera isso brevemente.

Aliás, não é a primeira que o Jerome faz, ele já fez umas duas ou três ou quatro declarações neste sentido, elas são repetitivas!

As coisas evoluem! Nós aqui não podemos outra coisa a não ser caminhar serenamente para o nosso processo de concepção destas obras.

ML – Uma declaração como esta não pode afastar possíveis parceiros para as reformas do estádio?

JJ – Elas não ajudam, mas na verdade os parceiros que conversam conosco sabem da importância, da substancia deste projeto.

Não ajudam, repito, mas a verdade será restabelecida em pouco tempo.

ML – O presidente do comite Organizador da Copa em São Paulo, Caio Luis de Carvalho disse recentemente que a FIFA iria se surpreender com o novo projeto do Morumbi é este que o senhor nos mostrou?

JJ  – Sim, é isso, mas têm muito mais coisas, isso é apenas uma transparência, a FIFA quando ver o projeto realmente vai se surpreender.

O projeto conta agora com a excelência do grupo Alemão, que tem o conhecimento especifico da construção de estádios para copas e, portanto conhece bem o assunto.

ML – O São Paulo tem um plano B para arrecadar fundos, caso o BNDES não aceite emprestar dinheiro ao clube?

JJ – Na verdade nós temos, tenho contato com o Banco Espírito Santo neste sentido.

Muitas coisas têm sido ditas por ai. Não acredite nisso!

O São Paulo vai sim conseguir um empréstimo no BNDES, vai apresentar garantias, estamos negociando um melhor prazo para pagamento, melhor taxa de juros, já que esta é uma obra que necessita de carência, pois será feita para 2014.

O Banco não tem tradição de emprestar dinheiro para um determinado segmento da sociedade como um clube de futebol.

Mas nós estamos falando de uma Copa do Mundo, de um evento especial!

Estes financiamentos sairão!

ML – O São Paulo pensa em rebaixar o gramado e estender o anel inferior?

JJ – Não podemos nem queremos fazer isso.

O que eu faço com a galeria pluvial que passa a dois metros do gramado.

O que eu vou fazer com este rio que corre naturalmente por grávidade e entra por uma cota e sobe para desembocar na Jorge João Saad.

É impossível! As pessoas falam sem conhecer isso!

O estádio vai ser adequado lindamente neste processo. É o único estádio que hoje tem obras sérias já se preparando para copa do Mundo.

 Outros não têm os editais de concorrência, alguns estados ainda lutam para a definição da área física do terreno a ser desapropriado para as obras.

Nós já estamos falando da cobertura!

Porque a intervenção fora a cobertura, não é de grande monta, a estrutura do estádio não será tocada! Será ampliada, mas não tocada!

ML – O São Paulo pretende fechar o estádio para as reformas ou não?

JJ – Não há necessidade, porque a exigência de fechar se eu faço a obra normalmente com o estádio aberto.

Vamos fechar talvez uns 2 meses para o estaqueamento do lado de fora e a colocação dos cabos da cobertura. Ela não vai mexer com a estrutura do estádio, virá como um chapéu, por cima e se ajusta sem onerar a estrutura do estádio.

Poderemos fazer isso nos meses de dezembro e Janeiro onde as exigências são menores.

ML- O São Paulo está sozinho na guerra pela sede da cidade na Copa do Mundo, já que os rivais torcem pela construção de outra arena, o secretário geral da FIFA não simpatiza com o Morumbi, a CBF não se pronuncia e o mesmo acontece com os governos federal, Estadual e Municipal?

JJ – Não acho que esteja sozinho cada clube esta lutando corretamente pela sua arena, para buscar verbas para a remodelação ou construção. O São Paulo tem sua inteligência, sua competência para enfrentar esta dificuldade.

O São Paulo caminha sobre tudo com a verdade, com a população que vai ganhar uma Copa do Mundo.

O Governo Federal, a cidade o município estão caminhando com o São Paulo.

Logo esta onda mais nebulosa desaparecerá e prevalecerá a verdade.

9 Respostas

  1. Gabriel,

    Será que foi a GMP que projetou esta cobertura-chapéu, que o JJ comentou???

    Ou será que é a mesma do japa???

    Ai meu Deus!

    • Pelo que entendi é uma outra cobertura. Tanto que ele fala em cabos de sustentação e não em colunas. Qualquer cobetura que for feita vai precisar de estruturas externas. Agora, só vendo o vídeo.

  2. Nossa! Mas se não tem colunas, como está nova cobertura vai se ser sustentada?!?
    Tomare que esta cobertura tenha sido ideia da GMP. Aí podemos confiar!
    Obrigado

    • Claro que tem que ter um meio de sustenta-las. Imagino um sistema de varios cabos, com divesas estruturas menores de aço no entorno do estádio. Pelo que entendi, foi ideia deles sim.

  3. Gabriel, qual é o link para a gente ouvir essa entrevista no site da Joven Pan?

  4. POST MUITO BOM… http://negociosdoesporte.blog.uol.com.br/arch2009-09-06_2009-09-12.html#2009_09-08_22_01_29-136381883-0

    09/09/2009
    Sobre o Morumbi e a Copa

    Ainda não consegui ler e começar a responder aos comentários deixados por aqui referentes ao post anterior. Mas, numa visita superficial, o que deu para perceber é que muita gente fala mais com o coração do que com a razão. Por isso, já vou deixar aqui um breve comentário.

    A princípio, nenhum estádio brasileiro tem condições de receber a Copa do Mundo. Não pelos padrões exigidos pela Fifa. Os ajustes são necessários e alguns já começaram a fazê-los (o Inter iniciou a cobertura do Beira-Rio, por exemplo).

    A minha maior crítica é ao jogo político que existe para minar uma possível sede do Morumbi. Aos que responderam com ironia ao fato de que coloquei aqui de que há um jogo político envolvendo até a FPF na história, infelizmente é a realidade. É só lembrar como andam as relações entre São Paulo e federação desde o caso Madonna.

    Aos que também acham ser impossível a CBF manipular os interesses da Fifa, é só olhar com mais carinho todo o processo de escolha do Brasil como sede da Copa, para ficar só no superficial. E lembrar quem foi o padrinho político de Joseph Blatter na Fifa e de Ricardo Teixeira na CBF.

    Quando se pensa numa Copa do Mundo no país, o ideal é que ela sirva para melhorarmos instalações esportivas e, de quebra, a infraestrutura das cidades-sedes sob diversos aspectos. Como o Brasil ainda tem inúmeros problemas estruturais, a Copa pode ser um excelente catalisador de reformas que precisam ser feitas, mas sempre são adiadas por questões políticas.

    O problema é que o Mundial tem servido como desculpa para que “verdades absolutas” sejam estabelecidas no que cocerne à gestão e construção de arenas aqui no Brasil. O tema é absolutamente novo no país. Basta lembrar que, desde 1994, apenas três novos estádios foram construídos no país (Arena da Baixada, Volta Redonda e Engenhão) ao passo que, na Europa, os números ultrapassam facilmente os 50 nesse mesmo período de 15 anos.

    Essa falta de conhecimento faz com que coloquemos muito mais a emoção do que a razão na hora de questionar a realização da Copa, principalmente no que diz respeito às instalações esportivas. Não há capacidade econômica para São Paulo ter um quinto estádio, assim como a construção de uma arena para 45 mil pessoas em Cuiabá é economicamente difícil de se viabilizar no curto, no médio e no longo prazo.

    Em 2002, Japão e Coreia do Sul realizaram o mundial com 20 sedes, sendo dez em cada país. Desse total de 20 estádios, metade não tem funcionalidade hoje. E estamos falando de japoneses e coreanos!

    Por fim, um relato pessoal que serve de explicação para quem acha que o Morumbi é um estádio ultrapassado.

    Estive em Berlim, na final da Copa do Mundo de 2006. O estádio Olímpico é muito similar ao Morumbi no que diz respeito à distância do torcedor até o campo. Tanto que foi impossível entender o que Zidane fez em Materazzi ali, dentro do estádio. O árbitro da partida foi vaiado até o final do jogo, porque parecia que tinha sido uma expulsão injusta. O Olímpico de Berlim foi construído em 1936 e reformado para a Copa do Mundo. Com pontos cegos presentes e o torcedor muito distante do gramado.

    Em Munique, o Allianz Arena, construído especialmente para o Mundial, tem uma visão absolutamente fantástica do gramado. Mas, para você chegar ao estádio, tem de caminhar quase um quilômetro da estação de metrô até a entrada.

    A Copa do Mundo no Brasil é uma tremenda oportunidade para aprendermos muito sobre o esporte como negócio. E uma lição fundamental é sabermos que um estádio precisa ter muito mais do que apenas uma boa visão do campo e ausência de pontos cegos. Ele precisa ser viável economicamente. Qual plano de viabilidade foi apresentado pelas 12 sedes? Viabilidade para antes, durante e depois da Copa do Mundo. Essa é que tem de ser a discussão!

    O Morumbi, do jeito que é hoje, não pode abrigar uma Copa do Mundo. Mas, com algumas reformas, ele estará capacitado. O metrô estará próximo e o estacionamento também será feito para comportar mais carros. Essas duas obras ficarão para depois do Mundial.

    Existe sentido em gastar mais dinheiro para um novo estádio? Se ele vier, qual outro será abandonado? Pacaembu, Morumbi, Palestra Itália, Canindé?

    Enquanto o torcedor pensar com o coração a respeito do estádio paulistano para a Copa de 2014, é muito provável que ele se veja, em 2050, pagando a conta dessa quinta arena…

    Por Erich Beting às 11h51

    • O terreno é enorme. Não sei quem é o dono é qual é o plano dele para o futuro. Mas, imagine o preço de um terreno como este em uma área desta? Ainda mais sabendo que o São Paulo tem interesse.

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