Voltando aos trabalhos…

Não.. o blog não morreu. Eu também não morri.. e o São Paulo segue vivo na luta pelo título. É que nesse quase um mês que fiquei afastado do blog eu estava trabalhando de mais com outros projetos. E, como o blog é um projeto paralelo e que não rende frutos..ele acabou ficando um pouco de lado. Pelo menos, isso aconteceu em um momento que o foco do noticiário é outro.
Neste meu retorno, vou falar sobre uma informação que recebi nas últimas semanas. Quando ficou decidido que o Morumbi seria o estádio de São Paulo para a Copa do Mundo, o São Paulo FC recebeu a indicação de um escritório de arquitetura para fazer o projeto. Essa indicação era assinada por CBF, FPF, Ministério do Esporte..etc. Só que o Juvenal não quis. Acreditou que só o Ruy Othake seria capaz de tocar o projeto.

E daí surgem dois problemas. O primeiro deles é clara falta de experiência em praças esportivas do renomado arquiteto. Só que, quando você contraria uma indicação de gente grande, você está sujeito a críticas. E foi justamente isso que aconteceu. Problemas, diversas sedes têm, mas não foram tão publicas como teve o Morumbi.

Só para exemplificar. Acabo de ouvir no programa Redação Sportv a secretária de esportes do Rio de Janeiro falando um pouco sobre os problemas do Engenhão. Ela comentou que a Fifa deixou claro que não está proibido que um estádio fique aberto durante a reforma para 2014. O mais importante foi que ela disse com todas as letras que o projeto executivo do Maracanã não está pronto. Que existe só uma ideia conceitual, mas que o detalhamento de obras não está pronto.

Ou seja… Problemas o projeto do Morumbi teve sim. Mas, é mais do que claro que de fato existia outros motivos para críticas mais carregadas por outros motivos.

Bom, aos poucos vou retomando algumas discussões. Como o que foi debatido nos comentários em outros lugares sobre o rebaixamento do gramado do Morumbi.

6 Respostas

  1. Opa, que bom que voltou!

    Bom, esse escritório indicado pelo Min. do Esporte, CBF e FPF é, por acaso, a GMP? rsrs

    Se for, vou me colocar (para meu espanto) na defesa dos três orgãos citados acima e contra o JJ.

    Sou contra o JJ querer ser o mais esperto, fazendo reformas meia-boca e pleitear jogos importantes da Copa.

    Agora, com a GMP, espero que tenhamos um lindo projeto, e um estádio de primeiro mundo.

  2. O rebaixamento seria muito dispendioso porque um rio passa abaixo do gramado, isso o Juvenal já falou numa entrevista para a Jovem Pan. Mas, se vc. tiver essa informação, gostaria de saber se há possibilidade de eliminar o anel inferior e puxar o anel do meio até a borda do campo, sem rebaixamento. Não seria uma boa solução?

  3. è claro que não vão criticar o maracanã, é um estadio publico e não ha interesse em descredenciar o mesmo…..ja o morumbi alem de ser particular, não terá como os abutres sugarem o dinheiro publico, por esse fato, alem de ser de propriedade do clube que impera no Brasil….o morumbi estará na copa, isso é fato…..o resto é so fanfarra….

  4. Que me desculpe o Ruy Othake, mas o projeto dele estava mais pra puxadinho do que pra sede de copa do mundo. Referente ao rebaixamento do gramado sou contra, mas sou a favor que estendam o segundo anel até a beira do gramado.
    Saudações tricolores a todos!!

  5. DO BLOG DO COSME RÍMOLI…

    27 outubro 2009

    Exclusivo. A humildade de Ruy Ohtake. Para fazer do Morumbi palco da abertura da Copa de 2014…

    Ruy Ohtake.

    71 anos.

    Um dos maiores arquitetos brasileiros.

    Tem projetos reconhecidos no mundo inteiro.

    No Brasil são mais de 300 projetos.

    Ganhou 24 prêmios internacionais.

    Apaixonado por curvas.

    O Hotel Unique é um marco da arquitetura latino-americana.

    Fez o projeto do Hotel Renaissance.

    A embaixada brasileira em Tóquio.

    O Museu Aberto da Organização dos Estados Americanos no Estados Unidos.

    Oscar Niemeyer disse que é um dos maiores arquitetos da história do Brasil.

    Já ganhou diversas exposições no Exterior.

    Filho da artista plástica Tomie Ohtake.

    Ele foi chamado pelo presidente Juvenal Juvêncio para projetar a reforma do Morumbi.

    Aceitou na hora.

    Apaixonado pelo São Paulo.

    Pensou que seria tarefa fácil.

    Só que o intelectual tão premiado não esperava a reprovação da Fifa.

    Ele entendeu que a reprovação ia muito além do conhecimento de arquitetura dos comandantes do futebol.

    O não misturava a péssima relação entre o São Paulo e a CBF com interesses políticos, briga pela eleição presidencial de 2010.

    Ruy entendeu e reagiu.

    Aceitou de pronto a ‘intervenção’ germânica.

    As curvas que havia projetado tiveram de ser ‘enfeiadas’ pela empresa alemã GPM.

    A diretoria do São Paulo buscou a GPM como último recurso para o Morumbi brigar pela abertura da Copa de 2014.

    Toda a sutileza do projeto de Ohtake não foi considerada pelos alemães, especialistas em construir estádios para a Fifa.

    A Fifa tem uma incrível atração pelos projetos práticos, e rústicos, da GPM.

    Foi assim na Alemanha, África do Sul e será assim no Brasil.

    Como ficou Ruy Ohtake diante da mão pesada dos alemães da GPM?

    A postura incrivelmente humilde pode ser conferida nesta reveladora entrevista exclusiva ao blog.

    Ruy, o senhor aceitou as imposições da GPM ao seu projeto?

    Eu quero dizer que eu amo o São Paulo e quero o Morumbi abrindo a Copa do Mundo.

    Se a maneira disso acontecer são essas adaptações da GPM, não tem problema.

    Minha vaidade não pode ficar acima do interesse do meu clube e da minha cidade.

    Eu acredito que a maior parte do meu projeto será mantida.

    Só haverá algumas mudanças como os vestiários passarem para o meio de campo.

    A construção de um prédio ao lado do estádio para a imprensa.

    Nunca fui uma pessoa radical.

    Eu enxergo a situação geral.

    Não penso só em mim nunca.

    Quero o bem do São Paulo e não será a minha vaidade que vai atrapalhar o Morumbi.

    O senhor ficou surpreso com a postura da Fifa, tentando vetar o estádio para a abertura?

    Sei que no futebol as coisas não são tão claras.

    Há muito interesse político.

    As pessoas que se manifestaram contra o projeto não o conheciam profundamente.

    Mas eu sou uma pessoa experiente e percebo rápido como as coisas acontecem.

    Lógico que eu não esperava essa resistência tão forte.

    Mas eu disse ao presidente Juvenal Juvêncio: sou uma pessoa que colabora, não que dificulta as coisas.

    Em primeiro lugar está mesmo o meu amor ao São Paulo e à cidade de São Paulo.

    Meu ego não é grande.

    Se a empresa alemã sabe que mudanças devem ser feitas para garantir a Copa aqui, vamos mudar o projeto e ponto final.

    O importante é que agora não há nada, nada que impeça a abertura do Mundial no Morumbi.

    Não haverá um ponto cego no estádio.

    Haverá metrô na porta, estacionamento.

    Centro de imprensa, tudo.

    Não há o que questionar agora.

    Que visão o senhor tinha do Morumbi antes de estudar detalhadamente o estádio?

    Qual o senhor tem agora?

    Eu sou uma pessoa bem sincera.

    Acho o Morumbi feio, pesado.

    Típica obra dos anos 60, 70.

    Quando projetei os anéis e a cobertura tratei de levar um pouco de leveza ao Morumbi.

    Repito para você, mesmo com a ‘colaboração’ dos alemães, o estádio ficará muito bonito.

    Tenho certeza que a população de São Paulo ganhará com esta obra.

    O senhor tem alguma informação sobre os cerca de R$ 350 milhões para a reforma do estádio?

    A diretoria do São Paulo já conseguiu esse dinheiro?

    Essa questão não é minha.

    Mas sei que o presidente Juvenal Juvêncio está empenhado na busca de recursos.

    E ele não está sozinho.

    Há várias pessoas importantes da cidade e do estado que compreenderam a importância de reformar o Morumbi.

    Quanto vale fazer a festa da abertura e uma semifinal da Copa do Mundo no estádio?

    Quanto?

    E para a cidade ter um estádio dos mais modernos do mundo?

    Quanto?

    São Paulo é o centro financeiro do País.

    Tem força para modernizar o Morumbi e muito mais.

    O senhor acredita na possibilidade da construção de um novo estádio em São Paulo para a Copa?

    Não.

    Por uma razão muito simples.

    Se reformar um estádio estruturado como o Morumbi já é caro, quanto custaria construir um novo.

    A minha inteligência e o meu bom senso me dizem que não haverá novo estádio em São Paulo.

    O senhor está decepcionado com esse contato com o mundo do futebol?

    Não era melhor o senhor não ter se envolvido com esse projeto?

    Não estou decepcionado, não.

    Pelo contrário.

    Essa resistência só me deu mais vontade de ver o estádio aprovado e reformado para a abertura da Copa.

    Estou fazendo algo para o futuro da minha cidade e do meu clube de coração.

    Sou um apaixonado pelo São Paulo.

    Não passo de um torcedor como tantos outros.

    Mas não iria passar por cima dos meus princípios devida por causa dessa torcida.

    O projeto é ótimo, realista e muito viável.

    O Morumbi vai abrir a Copa de 2014.

    E ficará muito mais bonito.

    Apesar da mão pesada dos alemães da GPM?

    Isso é você quem está dizendo…

  6. Que bom que voltou Gabriel; esse fato que vc comenta sobre a contratação de alguém especializado em arenas esportivas foi um erro crasso da diretoria, tomara que não cometam outros erros desse porte novamente por teimosia, como por exemplo a pista de atletismo no morumbi, pista fake, que não serve nem para treinamento, pois para colocar uma pista oficial o gramado tem que ser reduzido “permanentemente” na medida mínima (68x105m), isso é um fato, será que o clube vai deixar de ter uma vantagem em jogar em casa com um gramado grande para colocar uma pista oficial ao redor do gramado, perdendo quase 700m² de campo com a redução das medidas.

    Gabriel, essa obra de rebaixamento do gramado e prolongamento da arquibancada térrea, há também a possibilidade de ser feito prolongando a partir do anel central, sem rebaixar o gramado, ela é uma necessidade para transformar o morumbi numa verdadeira arena; todas as outras sedes as arquibancadas serão próximas ao campo, todas, menos o Morumbi, até o estádio da fonte nova que seria reformado desistiu depois que a FIFA reclamou exatamente desse espaço grande ao redor do gramado, como mostra um trecho da entrevista do arquiteto responsávem pelo projeto:

    “Segundo Duwe, arquiteto da Setepla à frente do projeto, a ideia original era manter a estrutura do anel inferior e o centro olímpico do estádio, concepção que não se sustentou após a primeira reunião com a Fifa. “Em janeiro (2009), o primeiro questionamento da Fifa foi sobre a manutenção da pista de atletismo”, diz.”

    Espero Gabriel que vc possa trazer mais informações sobre esse assunto, os prós e contras dessa obra, pois acho que com essa obra e com a melhoria do entorno do estádio, ficaria perfeito, o melhor estádio da copa.

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