Pouco mais sobre Brasil-14 e Rio-16

Com a apresentação do novo projeto do Morumbi na semana passada a escolha do Rio como sede das Olimpíadas em 2016, as notícias sobre Copa do Mundo de 2014 e de nosso estádio ficaram um pouco em segundo plano. Agora, a imprensa brasileira vai ter mais um assunto para ficar em cima, questionando, reclamando… e isso ajuda a tirar um pouco o foco do Morumbi, o que é bom.

Uma das notícias que foi divulgada nesta terça-feira é de um evento que aconteceu na sede da FPF. Lá, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, manifestou apoio público para que a abertura da Copa do Mundo seja realizada na cidade de São Paulo. Ele também falou dos benefícios que a cidade terá com as Olimpíadas no Rio em 2016.

No mesmo evento, o secretário de esportes da cidade de São Paulo, Walter Feldman, mais uma vez disse que o Morumbi será a sede paulista para a Copa de 2014. Ele disse também que São Paulo, Brasília, Salvador e Belo Horizonte serão subsedes do futebol nas Olimpíadas de 2016.

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O BNDES entra de vez na Copa-2014

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Vou fazer uma post nesta terça-feira que será uma espécie de quebra-cabeças. São várias notícias que saíram esses dias que indicam que está tudo encaminhado para que o São Paulo consiga no BNDES o empréstimo para a reforma do Morumbi.

Primeiro é essa nota abaixo, que saiu na coluna Panorama Político do jornal O Globo, do Rio de Janeiro. Ela anunciava que os estádios teriam a juros subsidiados para 2014 e que as primeiras cidades que participariam do encontro (na terça-feira) seriam Natal e Brasília.

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No mesmo dia, a Folha de São Paulo publicou uma matéria falando que o São Paulo quer entre R$ 80 milhões e R$ 120 milhões do BNDES. O plano de viabilidade econômica apresentado pelo clube prevê que o estádio renda receitas de R$ 80 milhões ao ano em 2024. Atualmente, essas receitas estão em R$ 18 milhões.

Segundo a Folha, o São Paulo já estaria em fase avançada de negociações com o Itaú (que é patrocinador da Copa do Mundo de 2014). Pelo texto do projeto apresentado, o clube ofereceria espaços no estádio como uma das formas de pagamento. No jornal, os juros citados são de 5% a 8,68% ao ano.

Confira a matéria da FSP no site da São Paulo Turismo.

Na terça-feira, a imprensa noticiou que Natal chegou a um acordo com o BNDES. O banco irá financiar 75% do projeto da Arena das Dunas (o equivalente a R$ 400 milhões) com juros de 1,9% ao ano (ficando abaixo da inflação). As cidades terão 12 anos para amortizar os financiamento, com dois anos de carência após a assinatura do acordo.

Confira matéria sobre o assunto que saiu no Portal da Copa:

BNDES libera R$ 400 milhões para a Arena das Dunas

Com juro de 1,9% ao ano, financiamento será liberado para as doze cidades-sede da Copa

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje a abertura de uma linha de crédito de R$ 400 milhões para a Arena das Dunas, palco da Copa 2014 em Natal. A informação é da jornalista Laurita Arruda, do jornal “Tribuna do Norte”. O valor corresponde a 75% do orçamento do estádio.

Com juro de 1,9% ao ano, o financiamento terá doze anos de amortização, com dois de carência, após a contratação. Ainda segundo Laurita, todas as cidades-sede terão direito a esta linha de crédito.

Participaram da reunião com o banco a governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, a prefeita de Natal, Micarla de Sousa, além de secretários estaduais e municipais.

O encontro faz parte do primeiro ciclo de reuniões do grupo de trabalho do governo federal com as 12 cidades-sede da Copa de 2014 para definir as responsabilidades de cada esfera de governo nas ações e projetos da Copa. O encontro é coordenado pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva, com representantes dos ministérios das Cidades, Turismo e Planejamento.

O grifo do texto deixa claro que os financiamento dos BNDES, nas mesmas condições, são válidos para todas as sedes. Agora, uma outra notícia que vai gerar uma certa polêmica. Fi publicada no site do jornal gaúcho Zero Hora:

Ministro anuncia R$ 5 bi para investimentos em sedes da Copa 2014

Objetivo é acelerar as obras de construção dos estádios

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, afirmou em Porto Alegre, durante o III Fórum Legislativo nas Cidades-Sede da Copa de 2014, que na sexta-feira serão liberados R$ 5 bilhões para obras específicas referentes ao Mundial em todo o país.

O dinheiro será disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BDNES) sob forma de linhas de financiamento.

Um dos objetivos dos créditos é acelerar as obras de construção dos estádios. Orlando Silva disse também que a Fifa exige que a construção das arenas não passe de março do ano que vem. Do contrário, o Brasil pode passar de 12 para 10 sedes, conforme a Fifa já sinalizou. Inter, Atlético-PR e São Paulo, que possuem estádios particulares, poderão captar os recursos do BNDES com isenção de impostos federais, conforme promessa do ministro.

Bom, sinceramente algumas coisas não parecem muito justas. Por exemplo, porque dar esse beneficio para os estádio que serão usados para a Copa e não para todo mundo que quiser reformar suas praças esportivas? Isso quer dizer que os estádios de lugares como Goiás, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Pará (só para citar estados fora da Copa) podem continuar tratando mal seus torcedores?

Por outro lado, esses estados e estádios vão gerar riquezas para as cidades, estados e para o país. É natural que o governo encontre uma forma de ajudar com um financiamento (não doação de dinheiro público) com preços acessíveis.

O grande problema veremos no caso das sedes particulares. Em Porto Alegre, o Grêmio negocia também com o BNDES, será que eles terão o mesmo benefício? Em Curitiba, o Coritiba sonha também em modernizar seu estádio. Já em São Paulo, o Palmeiras já tem um parceiro para reformar o Palestra Itália, mas será que essas condições que o SPFC irá ter não são uma concorrência desleal com o clube palmeirense? E o que dizer do Corinthians, que vive sonhando em construir o seu estádio?

O que importa para o São Paulo é conseguir viabilizar a reforma do Morumbi. Uma aproximação com o Itaú pode ser um passo importante para se garantir de vez na Copa. Acredito que foi importante também o clube reconhecer que estava insistindo em fazer menos mudanças que as necessárias para 2014.

Agora, vamos ver o que acontece.

Segurança enfraquece Morumbi – FSP – 7/9

Em alguns fóruns da internet essa primeira notícia da Folha foi considerada tendenciosa, de um jornal que quer defender a candidatura do Morumbi. Acontece que o povo que não é de São Paulo não sabe que o que menos a imprensa faz por aqui é defender as coisas daqui.

O comentário que fiz para a notícia anterior vale para esta também. O projeto do Morumbi sofreu alterações e fica até difícil avaliar o que realmente já mudou ou não. Essas exigências de segurança de fato são uma preocupação da Fifa e existe o projeto da Avenida Perimetral, que vai passar por Paraisopolis para ir até a Av. Eliseu de Almeida. Vai ser mais uma via para escoar o trânsito.

Claro que o esquema de segurança tem que ser altíssimo e justamente vejo essa a maior dificuldade. Mas, é evidente que para UM jogo, para um caso isolado, se encontra meios. O projeto do São Paulo prevê que a área interna do clube será uso restrito de altas autoridades e convidados Fifa. Isso talvez até facilite.

O lado bom dessa notícia é que não se fala mais no Morumbi vetado e sim da escolha de Brasília para abrir a Copa, ficando para a capital paulista uma das semifinais.

Segue a notícia:

Segurança enfraquece Morumbi

Para ter abertura do Mundial-14, estádio do São Paulo precisa resolver questões de trânsito e espaço

Fifa considera acesso ao campo conflitivo com esquema de segurança que costuma pôr em prática nos primeiros jogos das Copas

Além da preocupação com cidades que não cumpriram prazos e cuja saúde financeira é colocada em dúvida pela Fifa, o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil, ainda enfrenta problemas para convencer a entidade internacional sobre a viabilidade de usar o Morumbi, estádio do São Paulo, na abertura do torneio.
A arena tem que vencer a resistência dos organizadores quanto à segurança para abrigar a cerimônia de abertura e o primeiro jogo do Mundial, evento que tradicionalmente reúne chefes de Estado do mundo inteiro e personalidades do meio do futebol.
O trânsito complicado nos arredores do estádio, onde há graves gargalos para o fluxo de veículos, preocupa os executivos da Fifa e do COL (Comitê Organizador Local).
Eles acreditam que o trânsito é um empecilho definitivo para o forte esquema de segurança que sempre é montado para a partida inaugural. Além de, claro, dificultar a chegada e a saída dos chefes de Estado esperados para um evento dessa natureza.
Duas cidades concorrem com São Paulo pela primazia de organizar o ato inaugural de um Mundial de futebol 64 anos depois da disputa da primeira competição no país.
Brasília, que promete construir um dos mais modernos estádio do Brasil, com capacidade para 70 mil pessoas, e Belo Horizonte, terra do presidente da CBF, são os adversários da capital paulista.
Por questões de segurança, o estádio de Brasília é considerado o mais viável por executivos da Fifa para abrigar o primeiro jogo do torneio de 2014.
Explica-se: seu entorno tem largas avenidas, o que facilita o acesso de torcedores e autoridades ao campo.
Além da questão da segurança, o Morumbi ainda não conseguiu viabilizar uma área de 85 mil metros quadrados fora do estádio para os convidados dos patrocinadores oficiais do evento e para os turistas que usarão os serviços da operadora oficial da Fifa no Mundial.
O São Paulo, proprietário do estádio, ainda tenta viabilizar uma área de estacionamento e outra exclusiva para os caminhões das emissoras que geram as imagens das partidas.
São Paulo, Belo Horizonte e Brasília prometem inaugurar seus novos estádios até dezembro de 2012, data estipulada pela Fifa para anunciar os locais de disputa da Copa das Confederações, em 2013.
A competição servirá como um ensaio da Fifa para o Mundial. O torneio será realizado um ano antes da abertura da Copa do Mundo.
Caso perca a abertura, o estádio paulista realizaria uma das semifinais, além de outras partidas da competição.

Fifa pode excluir até duas sedes da Copa-14 – FSP – 7/9

A matéria principal da Folha de S. Paulo (claro que de esportes) fala sobre a possibilidade da Fifa excluir até duas cidades sedes até o final deste ano. Essa é uma informação que circula já faz um tempo e eu considero que tem um grande risco de acontecer. E esse risco passa a ser maior levando em consideração que nove dos 12 estádios escolhidos para 2014 são públicos.

O grande problema de ser público é que depende de prazos e burocracias. Para o São Paulo, por exemplo, fazer uma obra no Morumbi, ele contrata uma empresa e pronto. Para o governo de Minas fazer no Mineirão precisa fazer licitação. Isso é um tempo a mais.

Mas, não é só a burocracia que preocupa a Fifa. Ela tá de olho na saúde financeira dos estados e a capacidade de realmente bancar a construção das arenas. Para mim, a construção é até a parte mais fácil.  O problema é o pós-2014. Se a entidade de fato se preocupa com isso, tem muita gente correndo risco de ficar fora.

A única questão que precisa ser levantada para essa matéria é que os estádios modificaram seus projetos na sexta-feira passada. Então, algumas coisas podem ter mudado.

Segue a matéria:

Fifa pode excluir até duas sedes da Copa-14

Atrasos e capacidade financeira devem reduzir a dez as cidades no Mundial

Insatisfeitos com projetos e descrentes quanto ao financiamento, executivos da entidade e organizadores já estudam a mudança
A Copa de 2014 corre risco de encolher. Executivos da Fifa e do COL (Comitê Organizador Local) podem eliminar até duas cidades antes do fim do ano, reduzindo o total de sedes a dez.

O atraso no cumprimento dos prazos exigidos pela Fifa e a desconfiança dos estrangeiros com a saúde financeira dos Estados para bancar as obras são os principais pontos de descontentamento da entidade.
Nenhum dos nove governos estaduais lançou o edital de licitação das obras das arenas do Mundial até a última segunda, como estabeleceu o COL.
Por terem estádios privados, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre estão livres da exigência.
Na sexta-feira, os projetos dos estádios teriam que ser apresentados ao COL. Os documentos foram entregues, mas ainda não foram examinados.
Se considerados insatisfatórios, os projetos podem ser excluídos. As cidades não seriam substituídas e se chegaria a um total anteriormente previsto pela Fifa (que as aumentou para 12 após pressão da CBF).
O número é o mesmo da Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. Já na África do Sul, local do próximo Mundial, dez cidades abrigarão jogos.
Por causa da série de atrasos, o COL teme um vexame em 28 de fevereiro, data estabelecida para o início das obras nos estádios que vão abrigar o torneio.
A preocupação é com a capacidade financeira de execução das obras de algumas cidades menores. Cuiabá, por exemplo, já mudou o projeto duas vezes em menos de seis meses.
Estádios como os de Natal, Recife e Manaus, que foram apresentados apenas em maquetes, também deixam os organizadores temerosos.
Sem conseguir atrair parceiro privado, o governo do Amazonas já anunciou que bancará sozinho a pesada obra do novo Vivaldão, que terá capacidade para 47 mil pessoas e já foi orçada em R$ 400 milhões.
Os executivos da Fifa também não gostaram de alguns projetos. Pelo menos duas cidades pretendem construir “”puxadinhos” em seus estádios para abrigar os jogos da Copa.
Salvador e Cuiabá apresentaram no mês passado seus projetos com parte da arquibancada sendo desmontada após a realização do campeonato. Os projetos não foram vetados na hora, mas dificilmente deverão emplacar. Nenhum estádio adotou estrutura semelhante nos últimos Mundiais.
Para tentar receber jogos das semifinais da competição, o estádio da Fonte Nova, em Salvador, projetado para 50 mil torcedores, teria um novo setor de arquibancada de estrutura móvel para chegar à capacidade de 60 mil espectadores. Custará cerca de R$ 500 milhões.
Já em Cuiabá, o Verdão terá parte da arquibancada erguida “”em estrutura desmontável”.
Segundo o arquiteto Sérgio Coelho, a estrutura, que existe em competições de futebol de praia organizadas pela Fifa, seria aparafusada no concreto e depois retirada do estádio.
Pelo projeto, o Verdão ficaria com uma capacidade para cerca de 40 mil pessoas durante a competição internacional que seria reduzida após o evento para cerca de 30 mil.
A explicação para encolher o Verdão é que o futebol local não tem capacidade para atrair tantos torcedores. O orçamento é de R$ 440 milhões.

Sedes ignoram primeiro prazo do Mundial-2014 – Folha – 1/9

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Meu único comentário para essa notícia é: Se o Morumbi é a maior preocupação, a coisa deve ser realmente complicada, já que a falta de licitação não deve ser um grande problema.

Sedes ignoram primeiro prazo do Mundial-2014

Nenhuma licitação de estádios públicos foi lançada até ontem, data-limite

Comitê Organizador decide desconsiderar exigência para concorrências e, agora, só cobra início das reformas de arenas até fevereiro

PAULO COBOS
RODRIGO MATTOS
DA REPORTAGEM LOCAL

O primeiro prazo referente à construção dos estádios da Copa-2014 foi descumprido pelas cidades-sedes. Nenhum dos nove governos estaduais lançou o edital de licitação das obras das arenas do Mundial até ontem, como exigia o COL (Comitê Organizador Local).

Desde a escolha das 12 cidades, em maio, funcionários do comitê têm dito que os documentos teriam de estar prontos até 31 de agosto. Houve até ameaças de exclusão, mas o COL optou por desconsiderar a data-limite após reunião.

A decisão do comitê ocorreu porque algumas sedes não teriam como atender o prazo. Essa exigência só valia para projetos estatais -são nove entre os que têm de fazer licitação para iniciar reformas ou construção.

Agora, o COL só cobrará que as obras comecem em fevereiro de 2010, como manda a Fifa.
Os governos estaduais garantem que vão atingir essa meta. Mas alguns deles nem iniciaram o processo licitatório dos estádio. É o caso do Mineirão.

Por enquanto, o governo mineiro está perto de contratar a Fundação Getúlio Vargas para acompanhar a obra. É provável que, inicialmente, a licitação seja só para parte da reforma.
“De forma otimista, podemos prever para novembro, dezembro [a licitação]”, disse o secretário de Esporte e Juventude de MG, Gustavo Corrêa.

Mato Grosso e Rio Grande do Norte também não iniciaram os processos licitatórios para o Verdão e a Arena das Dunas. Os mato-grossenses assumiram os custos da obras, mas os nordestinos ainda apostam em investidor privado.

A indefinição do modelo de financiamento é responsável por parte dos atrasos. Manaus, por exemplo, esperava parceiros. Começou sem eles -o Estado bancará um ano de obras.

A previsão é que o edital de licitação do Vivaldão esteja pronto em 30 de novembro -o vencedor sairia no meio de janeiro. “E 15 dias depois já começamos as obras”, relatou o secretário de Planejamento do Amazonas, Denis Minev.

Antes, o COL exigia que até o final do ano o processo de contratação estivesse concluído.
O dilema repete-se em Brasília. Não há parceiros que financiem as obras do Mané Garrincha. Mas já existem empreiteiras pré-qualificadas para a obra com dinheiro público. Em seguida, será aberta a licitação.

“Chegou um pessoal para conversar. Mas o governador avisou que não pagará todo o estádio para depois outro administrar”, afirmou o secretário de Esporte e Lazer do DF, Aguinaldo de Jesus.

Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Ceará estão mais adiantados no processo licitatório.
Os três primeiros lançaram editais prévios e fazem consultas públicas. As licitações definitivas do Maracanã, da Arena Recife e da Fonte Nova devem sair em setembro.

Mas há polêmicas com os clubes. Os times nordestinos reclamam de jogar nas novas arenas. Os cariocas, de ficar fora da concorrência pública.

O Estado do Ceará fará reunião na quinta para já definir a data da licitação do Castelão.
Enquanto isso, o COL estabeleceu novo prazo: os projetos definitivos das arenas têm que ser entregues até sexta-feira.

Tá virando rotina…

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E mais uma vez surge um indício negativo sobre o Morumbi para 2014. E adivinha de onde vem essa “informação”? Sim, do jornal O Globo do Rio de Janeiro. E mais uma vez da coluna Panorama Esportivo.

A nota fala que a semana que começa é decisiva para as cidades-sedes. Comenta os prazos que precisam ser cumpridos e etc. Daí, na hora que fala da viabilidade dos projetos fala que o do Morumbi não convenceu. Fico pensando. Se o Morumbi, que é o mais rentável hoje no Brasil, não é viável, qual é?

Depois eles citam ainda preocupações com os projetos de Cuiabá e Manaus. Com o Rio, o problema seria na demora para definição de uma parceria. Mas dai pergunto… e o que a Folha falou essa semana? Brasília não tem clube para jogar no estádio novo. Na Bahia as equipes não querem a Fonte Nova. O mesmo acontece em Recife.

A nota ainda diz que o Morumbi pode ser vetado na reunião que vai acontecer no final de setembro no Rio. O curioso que pelo que foi noticiado até agora, o projeto do estádio em si já tinha sido resolvido. O problema estava na área do entorno… e que seria a exigência para a partida de abertura, que para as outras partidas da Copa (até uma semifinal) não seria problema.

Capital paulista investirá R$ 33,4 bi para 2014 – Terra – 28/8

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Só para constar. Essa matéria do Terra é sobre uma audiência que aconteceu na quinta-feira em Brasília. Para quem acompanha o blog, não tem nenhuma novidade.

Veja a matéria do Terra

Capital paulista investirá R$ 33,4 bi para Copa de 2014

Enquanto a maioria das cidades-sedes escolhidas pela Fifa para a realização da Copa de 2014 enfrenta dificuldades para deflagrar as obras de infraestrutura indispensáveis para acolher o Mundial de futebol do Brasil, a cidade de São Paulo já sabe quanto vai gastar para organizar o evento: R$ 33,4 bilhões.

A informação foi dada pelo coordenador da Copa do Mundo no Estado de São Paulo e presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho, durante audiência pública realizada nesta quinta-feira, na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

“O montante de investimento anunciado seria realizado até 2020. Mas, por causa da Copa, o governo do Estado de São Paulo e a prefeitura da capital paulista resolveram antecipar os investimentos, que serão aplicados para solucionar o problema mais grave da cidade: o da mobilidade urbana”, afirmou, acrescentando que desse total, 4% será bancado pelo governo federal, 8% será oriundo da iniciativa privada e o restante (88%) do governo estadual e da prefeitura de São Paulo.

Caio afirmou que há muitos aspectos envolvidos em uma competição dessa magnitude fora do âmbito da construção e reformas de estádios. “Quando se pensa em Copa do Mundo, todo mundo pensa em estádios. Só que, além do estádio, o maior problema é da mobilidade urbana, transporte de massa. Depois vêm as vagas em hotéis, as preocupações ambientais. São Paulo é a cidade mais preparada para isso”, afirmou, embasando sua tese logo na sequência.

“Imagine que a Fifa exige que o país sede tenha pelo menos 40 mil leitos disponíveis. Só a cidade de São Paulo tem 42 mil, o mesmo número que Nova York. E acho que até 2014 teremos um aumento de cerca de 20% nesse número. Além do mais, quanto à demanda de assistência médica perto do estádio, temos ao lado do Morumbi não só o Albert Einstein, como o São Luiz, que atende a Fórmula 1 no circuito”, comentou.

O coordenador da Copa disse ainda estar preocupado com a demora do BNDES em definir as regras de acesso à linha de financiamento para a realização das obras de reforma e construção de estádio. Como o banco ainda não informou qual a documentação exigida para habilitação, garantias necessárias, taxas, prazo e carência, o projeto de reforma do estádio do Morumbi está parado na banco, para análise. Para atender as exigências da Fifa, o São Paulo já contratou a empresa alemã GMP, que está trabalhando nos projetos de estádios da Copa da África do Sul, para readequar o projeto original, que foi condenado.

Por causa dessa falta de definição por parte do BNDES, a Fifa teve que prorrogar para o dia 30 de setembro o prazo para a apresentação dos projetos executivos das obras de construção ou reforma dos estádios, fixado inicialmente para 31 de agosto. “Essa decisão foi motivada pela dificuldade das cidades-sede, cujos estádios são públicos, para ter acesso a recursos para a realização das obras, o que só não acontece em Porto Alegre, Curitiba e São Paulo, cujos estádios pertencem aos clubes, respectivamente Internacional, Atlético Paranaense e São Paulo”, justificou.