Tentando voltar

Desde o dia da apresentação do novo projeto do Morumbi, o primeiro com a GMP, passei a ficar um pouco mais afastado do blog. A minha impressão na época era de que estava tudo resolvido. Que tudo daria certo. Além disso, o meu trabalho passou a consumir muito tempo e deixei o blog de lado.

Outro ponto é que toda notícia do Morumbi começava me deixar irritado. Mesmo sem atualizar o site via todo o discurso que o Morumbi estava aprovado, mas sempre notícias de bastidores de que ele seria vetado.

Na minha opinião, aconteceu que a Fifa passou a exigir muita coisa do Morumbi sabendo que o estádio ficaria muito caro e que o São Paulo não teria condições de fazer. Com isso, ou o São Paulo teria que ou fazer uma loucura, ou desistir… Foi mais ou menos o que aconteceu. O SPFC apresentou outro projeto. Era tudo que o COL, CBF e Fifa queriam para vetar o Morumbi.

A grande surpresa para mim veio após o veto. Eu imaginei que os políticos entrariam com o discurso: “Bom, sem o Estado de São Paulo não pode abrir mão da Copa. A construção de um novo estádio se pagará com o turismo gerado na cidade depois da Copa…etc”.  Só que os políticos mantiveram suas posições.

Agora, que já faz praticamente um mês que o Morumbi foi descartado da Copa, parece que surge um movimento para que o estádio volte. Ainda acho bastante pouco provável. Só tenho certeza que um estádio em Pirituba não tem condições de ficar pronto até 2014.

Hoje (quinta 8/7) o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, disse os prazos estão curtos. Que a cidade de São Paulo precisa definir o que irá fazer para 2014. Isso é uma clara pressão para que se faça um novo estádio. No entanto, a cada nova declaração de político contrária a isso, fica mais inviável começar um novo estádio. Ainda mais em ano de eleição.

Nos próximos posts vou colocar algumas das notícias de destaque de quinta-feira. Agora, com o lançamento da Copa de 2014, tende a ter mais notícias do estádio de São Paulo, que pode ser o Morumbi ou não.

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Morumbi-14: Nizan Guanaes é o ‘embaixador’ – Lance – 17/9

Notícia interessante publicada nesta quinta-feira no Lance, na coluna De Prima. O fato do São Paulo ter buscado apoio em Nizan Guanaes é mais do que só especialista para cuidar da comunicação. Tem um importante peso político por trás de tudo.

Nizan é sem dúvidas um dos principais, se não o principal, executivos da publicidade brasileira. É acionistas de importantes empresas do setor, inclusive a MPM. A MPM foi a responsável pela campanha da candidatura brasileira para 2014.

Entre os clientes das agências de Nizan estão o banco Itaú e a AmBev. O Itaú patrocina a seleção brasileira e também é o primeiro patrocinador local da Copa de 2014. O Guaraná Antarctica também apóia a seleção e é uma marca da AmBev.

Como citamos, a Folha disse que o Itaú é banco que está mais adiantado em negociações com o São Paulo para ser o banco repassador do empréstimo do BNDES.

Além do mais, a presença de um nome como o de Nizan ajuda na captação de parceiros para o estádio.

Segue a nota que saiu no Lance!

Morumbi-14: Nizan Guanaes é o ‘embaixador’

O São Paulo fechou uma parceria com Nizan Guanaes para ajudar o clube a emplacar o Morumbi como sede da Copa de 2014. Nizan, um dos publicitários mais renomados do Brasil e torcedor do São Paulo, vai ser o responsável pela comunicação do clube envolvendo esse assunto. O dono da agência África terá o cargo de “embaixador” do São Paulo. O acordo foi acertado num jantar entre Nizan, o presidente sãopaulino Juvenal Juvêncio e alguns diretores do clube. O anúncio oficial deve acontecer nesta quinta-feira.

Sobre o que falaram hoje do Morumbi

morumbinoturno

Bom, só pelos acessos do site, um altíssimo número de ingressos diretos, já dá para saber que todo mundo veio procurara aqui informações sobre o Morumbi. Depois que tomei conhecimento da matéria, fiz diversos telefonemas. Falei com gente do São Paulo e também com o Caio Luiz de Carvalho, da SP Turismo.

O Caio estava muito ocupado resolvendo uma série de problemas com enchentes lá no Anhembi. O que está chovendo esse ano não é brincadeira.

Independentemente do que foi dito pelo secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, a gente precisa fazer uma avaliação. O primeiro de tudo, será que é ético ele sair falando assim de um projeto específico e de forma tão pejorativa? Ele teria que falar de forma mais genérica dos problemas dos diversos estádios, que as soluções foram sugeridas, que isso e aquilo.

Essa bagunça toda que Valcke (que esteve no Morumbi uma única vez em 2007 e por 20 minutos) gerou fez com que o São Paulo divulgasse parte das mudanças que serão feitas no Morumbi.

Pelo que entendi do documento, vai ser erguido um novo edifício dentro da área do clube (para quem conhece, no acesso do Memorial, Salão Nobre, geral vermelha e edifício garagem) para os vestiários, zona mista, áreas VIP e VVIP, estúdios de TV e etc. Imagino que farão o túnel de acesso ao gramado central,  em nível no centro da geral vermelha.

Vale lembrar que o próprio presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, já disse as obras do entorno precisam ser feitas. Ele até usou o exemplo que não dá para trazer autoridades para o Morumbi na forma atual. Que é, inclusive, uma das reclamações do secretário da Fifa.

Vou lembrar também que primeiro ele disse que o Morumbi não tinha visibilidade nenhuma. Depois ele sugeriu que o estádio fechasse por dois anos e reconheceu que soluções do entorno poderiam ser em áreas privadas e temporárias. Agora o problema vira o entorno.

Como não tenho provas, não povo falar sobre as teorias que tenho. De qualquer forma, segue agora o comunicado oficial do São Paulo com o documento anexo do Comitê Organizador de São Paulo.

COMUNICADO OFICIAL

Em relação à matéria veiculada na edição de 8 de setembro de 2009 do “Globo Esporte” da Rede Globo de Televisão, o São Paulo Futebol Clube vem prestar os seguintes esclarecimentos:

1 – No último dia 4 de setembro, a Candidatura Paulista apresentou uma série de alterações e acréscimos ao Projeto de Reforma do Estádio do Morumbi e Adequações do Entorno para a Copa do Mundo de 2014, conforme as recomendações que foram feitas pela FIFA/COL no Segundo Seminário das Cidades-Sede realizado em 21 de agosto de 2009 no Rio de Janeiro.

2 – O São Paulo Futebol Clube anexa nesta oportunidade o teor do Ofício DPR 153, por meio do qual o Presidente do Comitê Paulista para a Copa de 2014 – Dr. Caio Luis de Carvalho – apresenta detalhes sobre as novas plantas e os outros elementos que foram enviados para FIFA/LOC no último dia 4 de setembro.

3 – Como as alterações foram submetidas à FIFA/LOC, juntamente com os projetos enviados pelas outras onze cidades-sede, somente no final da tarde da última sexta-feira, o São Paulo Futebol Clube acredita que as declarações atribuídas ao Sr. Jerome Valcke conforme veiculadas no Globo Esporte teriam sido feitas sem que o mesmo tivesse tido tempo para conhecer e bem avaliar aspectos fundamentais do Projeto atual do Estádio do Morumbi e do seu entorno.

4 – O São Paulo Futebol Clube está absolutamente seguro de que o Projeto apresentado em 4 de setembro atende sobremaneira todas as exigências oficialmente formuladas pela FIFA/COL, inclusive contando com a alocação de área suficiente em parte da área social do Clube e na nova conformação da Praça Roberto Gomes Pedrosa para acomodação das Vilas de Hospitalidade VIP, VVIP, Parceiros Comerciais e Unidades Móveis de TV.

5 – De toda forma, o Clube reitera sua disposição em atender, em tudo o que estiver ao seu alcance, a todas as novas exigências que vierem a ser formuladas pela FIFA/COL com vistas à realização da Cerimônia de Abertura, Jogo Inaugural e o Congresso da FIFA da Copa do Mundo de 2014 no Estádio do Morumbi

6. – O São Paulo Futebol Clube coloca-se, inclusive, à disposição para que o Sr. Jerome Valcke venha, assim que entender conveniente, visitar a Cidade de São Paulo para conhecer in loco as instalações do Estádio do Morumbi, a área do seu entorno e tudo mais relacionado ao Projeto da Cidade de São Paulo para a Copa do Mundo de 2014.

COMITÊ EXECUTIVO MORUMBI 2014

Adalberto Baptista                              José Francisco C. Manssur

Doc SPTuris1

Doc SPTuris 2

Cidade não tem Plano B para estádio são-paulino – FSP – 7/9

Última notinha. Só para fechar o dia. Sem novidades também. E com um provável erro de informação. Quando se fala que teremos uma arena multiuso em Pirituba, não quer dizer que será um estádio. Pelo que conheço do projeto para a região, é um ginásio do estilo que fizeram no Rio para o Pan.

ÚNICA OPÇÃO:
CIDADE NÃO TEM PLANO B PARA ESTÁDIO SÃO-PAULINO
A cidade de São Paulo não conta com outra alternativa para o Morumbi caso os problemas logísticos que envolvem o estádio sejam utilizados pela Fifa para alijá-lo da briga pela cerimônia de abertura do Mundial-14. A Prefeitura tem planos para a construção de uma arena multiuso em Pirituba, na zona oeste da cidade, mas o próprio prefeito, Gilberto Kassab, já admitiu que ela não ficará pronta antes da Copa do Mundo. O local terá, além de um estádio adaptável, escritórios, lojas e um shopping center.

Segurança enfraquece Morumbi – FSP – 7/9

Em alguns fóruns da internet essa primeira notícia da Folha foi considerada tendenciosa, de um jornal que quer defender a candidatura do Morumbi. Acontece que o povo que não é de São Paulo não sabe que o que menos a imprensa faz por aqui é defender as coisas daqui.

O comentário que fiz para a notícia anterior vale para esta também. O projeto do Morumbi sofreu alterações e fica até difícil avaliar o que realmente já mudou ou não. Essas exigências de segurança de fato são uma preocupação da Fifa e existe o projeto da Avenida Perimetral, que vai passar por Paraisopolis para ir até a Av. Eliseu de Almeida. Vai ser mais uma via para escoar o trânsito.

Claro que o esquema de segurança tem que ser altíssimo e justamente vejo essa a maior dificuldade. Mas, é evidente que para UM jogo, para um caso isolado, se encontra meios. O projeto do São Paulo prevê que a área interna do clube será uso restrito de altas autoridades e convidados Fifa. Isso talvez até facilite.

O lado bom dessa notícia é que não se fala mais no Morumbi vetado e sim da escolha de Brasília para abrir a Copa, ficando para a capital paulista uma das semifinais.

Segue a notícia:

Segurança enfraquece Morumbi

Para ter abertura do Mundial-14, estádio do São Paulo precisa resolver questões de trânsito e espaço

Fifa considera acesso ao campo conflitivo com esquema de segurança que costuma pôr em prática nos primeiros jogos das Copas

Além da preocupação com cidades que não cumpriram prazos e cuja saúde financeira é colocada em dúvida pela Fifa, o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil, ainda enfrenta problemas para convencer a entidade internacional sobre a viabilidade de usar o Morumbi, estádio do São Paulo, na abertura do torneio.
A arena tem que vencer a resistência dos organizadores quanto à segurança para abrigar a cerimônia de abertura e o primeiro jogo do Mundial, evento que tradicionalmente reúne chefes de Estado do mundo inteiro e personalidades do meio do futebol.
O trânsito complicado nos arredores do estádio, onde há graves gargalos para o fluxo de veículos, preocupa os executivos da Fifa e do COL (Comitê Organizador Local).
Eles acreditam que o trânsito é um empecilho definitivo para o forte esquema de segurança que sempre é montado para a partida inaugural. Além de, claro, dificultar a chegada e a saída dos chefes de Estado esperados para um evento dessa natureza.
Duas cidades concorrem com São Paulo pela primazia de organizar o ato inaugural de um Mundial de futebol 64 anos depois da disputa da primeira competição no país.
Brasília, que promete construir um dos mais modernos estádio do Brasil, com capacidade para 70 mil pessoas, e Belo Horizonte, terra do presidente da CBF, são os adversários da capital paulista.
Por questões de segurança, o estádio de Brasília é considerado o mais viável por executivos da Fifa para abrigar o primeiro jogo do torneio de 2014.
Explica-se: seu entorno tem largas avenidas, o que facilita o acesso de torcedores e autoridades ao campo.
Além da questão da segurança, o Morumbi ainda não conseguiu viabilizar uma área de 85 mil metros quadrados fora do estádio para os convidados dos patrocinadores oficiais do evento e para os turistas que usarão os serviços da operadora oficial da Fifa no Mundial.
O São Paulo, proprietário do estádio, ainda tenta viabilizar uma área de estacionamento e outra exclusiva para os caminhões das emissoras que geram as imagens das partidas.
São Paulo, Belo Horizonte e Brasília prometem inaugurar seus novos estádios até dezembro de 2012, data estipulada pela Fifa para anunciar os locais de disputa da Copa das Confederações, em 2013.
A competição servirá como um ensaio da Fifa para o Mundial. O torneio será realizado um ano antes da abertura da Copa do Mundo.
Caso perca a abertura, o estádio paulista realizaria uma das semifinais, além de outras partidas da competição.

Fifa pode excluir até duas sedes da Copa-14 – FSP – 7/9

A matéria principal da Folha de S. Paulo (claro que de esportes) fala sobre a possibilidade da Fifa excluir até duas cidades sedes até o final deste ano. Essa é uma informação que circula já faz um tempo e eu considero que tem um grande risco de acontecer. E esse risco passa a ser maior levando em consideração que nove dos 12 estádios escolhidos para 2014 são públicos.

O grande problema de ser público é que depende de prazos e burocracias. Para o São Paulo, por exemplo, fazer uma obra no Morumbi, ele contrata uma empresa e pronto. Para o governo de Minas fazer no Mineirão precisa fazer licitação. Isso é um tempo a mais.

Mas, não é só a burocracia que preocupa a Fifa. Ela tá de olho na saúde financeira dos estados e a capacidade de realmente bancar a construção das arenas. Para mim, a construção é até a parte mais fácil.  O problema é o pós-2014. Se a entidade de fato se preocupa com isso, tem muita gente correndo risco de ficar fora.

A única questão que precisa ser levantada para essa matéria é que os estádios modificaram seus projetos na sexta-feira passada. Então, algumas coisas podem ter mudado.

Segue a matéria:

Fifa pode excluir até duas sedes da Copa-14

Atrasos e capacidade financeira devem reduzir a dez as cidades no Mundial

Insatisfeitos com projetos e descrentes quanto ao financiamento, executivos da entidade e organizadores já estudam a mudança
A Copa de 2014 corre risco de encolher. Executivos da Fifa e do COL (Comitê Organizador Local) podem eliminar até duas cidades antes do fim do ano, reduzindo o total de sedes a dez.

O atraso no cumprimento dos prazos exigidos pela Fifa e a desconfiança dos estrangeiros com a saúde financeira dos Estados para bancar as obras são os principais pontos de descontentamento da entidade.
Nenhum dos nove governos estaduais lançou o edital de licitação das obras das arenas do Mundial até a última segunda, como estabeleceu o COL.
Por terem estádios privados, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre estão livres da exigência.
Na sexta-feira, os projetos dos estádios teriam que ser apresentados ao COL. Os documentos foram entregues, mas ainda não foram examinados.
Se considerados insatisfatórios, os projetos podem ser excluídos. As cidades não seriam substituídas e se chegaria a um total anteriormente previsto pela Fifa (que as aumentou para 12 após pressão da CBF).
O número é o mesmo da Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. Já na África do Sul, local do próximo Mundial, dez cidades abrigarão jogos.
Por causa da série de atrasos, o COL teme um vexame em 28 de fevereiro, data estabelecida para o início das obras nos estádios que vão abrigar o torneio.
A preocupação é com a capacidade financeira de execução das obras de algumas cidades menores. Cuiabá, por exemplo, já mudou o projeto duas vezes em menos de seis meses.
Estádios como os de Natal, Recife e Manaus, que foram apresentados apenas em maquetes, também deixam os organizadores temerosos.
Sem conseguir atrair parceiro privado, o governo do Amazonas já anunciou que bancará sozinho a pesada obra do novo Vivaldão, que terá capacidade para 47 mil pessoas e já foi orçada em R$ 400 milhões.
Os executivos da Fifa também não gostaram de alguns projetos. Pelo menos duas cidades pretendem construir “”puxadinhos” em seus estádios para abrigar os jogos da Copa.
Salvador e Cuiabá apresentaram no mês passado seus projetos com parte da arquibancada sendo desmontada após a realização do campeonato. Os projetos não foram vetados na hora, mas dificilmente deverão emplacar. Nenhum estádio adotou estrutura semelhante nos últimos Mundiais.
Para tentar receber jogos das semifinais da competição, o estádio da Fonte Nova, em Salvador, projetado para 50 mil torcedores, teria um novo setor de arquibancada de estrutura móvel para chegar à capacidade de 60 mil espectadores. Custará cerca de R$ 500 milhões.
Já em Cuiabá, o Verdão terá parte da arquibancada erguida “”em estrutura desmontável”.
Segundo o arquiteto Sérgio Coelho, a estrutura, que existe em competições de futebol de praia organizadas pela Fifa, seria aparafusada no concreto e depois retirada do estádio.
Pelo projeto, o Verdão ficaria com uma capacidade para cerca de 40 mil pessoas durante a competição internacional que seria reduzida após o evento para cerca de 30 mil.
A explicação para encolher o Verdão é que o futebol local não tem capacidade para atrair tantos torcedores. O orçamento é de R$ 440 milhões.

Painel FC – Folha de S. Paulo – 7/9

Já até cansei de falar o que acho da coluna de bastidores. Muitas vezes ela traz informações novas e relevantes. Outras ela apenas repete o que já se sabe. Ainda mais para quem acompanha o dia-a-dia do noticiário do Morumbi.

Já se sabe que o São Paulo busca um banco para fazer a intermediação do empréstimo do BNDES. E essa é a instituição que vai dar as garantias, assim como teve uma que garantiu o crédito para a loja de luxo Daslu.

De qualquer forma, segue o texto:

Risco máximo

O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, confirmou com diretores do BNDES rumores que ouvia sobre o que pensa o banco estatal a respeito dos clubes. O órgão acha arriscado fazer financiamento às equipes de futebol, principalmente no que se refere a dinheiro para construção ou reformas de estádios. Quem é ligado ao banco conta que dificilmente os clubes conseguirão apresentar garantias financeiras para tomar empréstimos. E há aposta de que nem uma eventual pressão do presidente Lula para facilitar operações de crédito para a Copa de 2014 quebrará a rigidez do BNDES em relação ao financiamento de estádios para o evento.
Quem pode. Gente ligada ao BNDES alega que não tem fundamento o argumento de Juvenal Juvêncio de que se o banco empresta dinheiro à Daslu, tem de fazer o mesmo com o São Paulo. A luxuosa loja apresentou aval de uma poderosa instituição europeia para financiamento no banco.