Entrevista Ricardo Texeira – Estadão e Folha – 5/8

rt e dunga

Tem gente ainda que insiste em dizer que o São Paulo quer recursos públicos para a Copa do Mundo de 2014. E o pior, tem gente que “acredita” que a cidade precisa de um outro estádio e que  a prefeitura e o estado deveriam erguer uma arena “com dinheiro da iniciativa privada”.
Na terça-feira, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira deu uma entrevista para os jornais O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. E ele falou o que todos já sabiam: os estádios públicos vão precisar (todos) de dinheiro público. Somente os particulares (Morumbi, Beira-Rio e Arena da Baixada) não devem usar.

Curiosamente, O Globo não colocou como destaque o fato do uso do dinheiro público, somente os jornais paulistas.

Segue a matéria que saíram. Vou colocar a que saiu em cada um dos jornais, por isso o post será longo. Para acessar, clique abaixo.

ps: Deixei somente a parte sobre o uso de dinheiro público

oesp

CBF admite uso de recursos públicos

Presidente Ricardo Teixeira volta atrás e anuncia que oito dos 12 estádios contarão com dinheiro do governo

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, e o ministro do Esporte, Orlando Silva, tinham um discurso afinado em 2007: “Não haveria dinheiro público na reforma ou construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil.”

Ontem, porém, a ficção sucumbiu à realidade, a exemplo do planejamento para o Pan-Americano de 2007. Ricardo Teixeira deixou claro que recursos públicos serão injetados em pelo menos oito dos 12 estádios que vão ser reformados ou construídos para o Mundial.

“Esses estádios (excetuando os privados, Morumbi, Beira-Rio e Arena da Baixada) são do governo. Necessariamente, (a reforma deles) vai ter que envolver governo”, disse Ricardo Teixeira, durante entrevista à tarde na sede da CBF. Existe a previsão de que sete estádios públicos passem por obras até o Mundial. A esse grupo se junta o de Natal, que terá uma nova arena erguida até dezembro de 2012 com 49% de investimentos do governo local e 51% da iniciativa privada. No Recife, ainda não está definido com qual dinheiro será construído o novo estádio. 

Em novembro de 2007, Teixeira havia garantido, num jantar realizado em São Paulo, com a presença do governador José Serra, que somente haveria dinheiro público no projeto 2014 para obras de infraestrutura, como reformas de estradas e aeroportos. No mês seguinte, Orlando Silva foi mais enfático e afirmou que o Brasil não gastaria “nenhum centavo de dinheiro público” na construção ou reforma de estádios para a Copa do Mundo.

Um sinal de alerta sobre a origem desses gastos foi dado em junho, quando o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), declarou que seriam aplicados cerca de R$ 350 milhões de recursos públicos para aprontar o estádio da cidade, que deve abrigar jogos da Copa. “Eu sempre falei de PPPs (Parcerias Público-Privada) nas obras dos estádios. Vocês não entenderam”, rebateu Teixeira.

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Copa-14 já apela a verba pública


Presidente do comitê organizador e da CBF abandona discurso de arenas só com dinheiro privado

Teixeira diz, em entrevista, que sempre defendeu as PPPs e que “operação vai ter que envolver o governo” nos estádios estatais, a maioria

A promessa era que o grosso do financiamento dos estádios para a Copa de 2014 seria feito com dinheiro privado. Mas Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do comitê organizador do segundo Mundial no Brasil, declara agora que o governo terá que abrir o cofre na construção ou reforma de 9 dos 12 estádios que irão abrigar a competição daqui a cinco anos.

Em entrevista à Folha e a mais dois jornais (“O Estado de S. Paulo” e “O Globo”) na sede da CBF, no Rio, o dirigente disse que é inevitável a injeção de dinheiro público nas arenas.

“Por menos que você não queira, esses estádios bases (os escolhidos para o Mundial) já são do governo [as exceções serão São Paulo, Curitiba e Porto Alegre]. De qualquer maneira, a operação vai ter que envolver o governo. Em Minas, o estádio é do governo. No Rio, também. E, mais grave, como é que você vai fazer uma operação totalmente privada no

Maracanã se ele é um prédio tombado?”, disse Teixeira, que não admitiu ter mudado de opinião.
Segundo o dirigente, a única maneira de fazer estádios totalmente com dinheiro privado seria se todos eles fossem 100% novos. Mas até nas duas arenas previstas para 2014 que serão totalmente novas o dinheiro público vai ter que entrar.

Em Natal, segundo a própria CBF, o edital para a construção do estádio prevê que 49% dos gastos saiam dos cofres públicos. Conta parecida deve acontecer em Recife, a outra cidade que optou por uma arena completamente nova para 2014.

O discurso atual de Teixeira (“Eu sempre falei em PPPs [parcerias público-privadas]”) é bem diferente do que ele praticava há até pouco tempo.

“A Copa do Mundo será melhor quanto menos dinheiro público for investido. Essa equação é que norteia o projeto desde o início. Ao governo, em todos os seus níveis, caberá os gastos com obras que lhe dizem respeito. O investimento maior terá de vir da iniciativa privada”, disse Teixeira, em comunicado de imprensa, no final de maio, antes da escolha das cidades-sedes, nas Bahamas.

No ano passado, em artigo publicado na Folha, o cartola escreveu “o modelo para a Copa do Mundo no Brasil terá viés predominantemente privado”.

Antes, em 2007, relatório de comissão da Fifa, baseado em informações passadas por dirigentes e políticos nacionais, dizia que “o modelo de construção e reforma dos estádios daria prioridade ao financiamento privado por meio de concessões de largo prazo e, só eventualmente, usaria as PPPs”.

Também em 2007, em seu site, a CBF afirmava que “os recursos que o governo investirá no país, estimulados pela Copa, serão totalmente voltados para a infraestrutura -e os brasileiros continuarão a usufruir desses benefícios após a Copa”.

Pelas últimas projeções das 12 cidades-sedes, o custo dos estádios irá ultrapassar os R$ 3 bilhões. O governo federal diz por enquanto que não vai bancar essa conta. Assim, a fatura pode acabar com os Estados.

O comitê organizador espera fechar nas próximas semanas o detalhamento de como será o financiamento de cada estádio -as arenas privadas terão mais tempo para definir isso.

“Temos uma planilha com todas as datas detalhadas até o último dia da Copa do Mundo”, afirmou o presidente da CBF.

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